Baixar a remuneração dos trabalhadores tem sido uma das soluções para aguentar postos de trabalho em muitas empresas. A Igreja não fica imune à crise e admite que os padres podem cortar parte do seu salário.

Para já é apenas um apelo à partilha, lançado pelos bispos nas Jornadas Pastorais que decorrem em Fátima. A ideia é replicar em Portugal o que fez a Igreja Católica em Espanha, onde os prelados abdicaram de 10% do seu salário para a caridade.

Isto seria válido para as dioceses que atribuem um ordenado mensal aos padres, mas para já a questão ainda só é “falada nos bastidores”, como reconheceu ontem em conferência de imprensa D. Carlos Azevedo, presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social.

“Cada diocese tem um sistema de remuneração diferente, cada uma fará o que entender”, explicitou ainda este alto responsável da hierarquia católica, citado pelo DN.

De acordo com um estudo da Universidade Católica, divulgado aos bispos neste encontro em Fátima, “as instituições sociais da Igreja Católica dão resposta a mais de meio milhão de situações de carência e empregam mais de 23 mil pessoas”.

Jornal de Negócios – Portugal