A Igreja Evangélica Luterana de Roma foi visitada pelos papas João Paulo II em 11 de dezembro de 1983 e por Bento XVI em 14 de março do ano 2000. Dia 15 de novembro de 2015 foi a vez do papa Francisco.

Em um breve pronunciamento, o pontífice asseverou: “Houve tempos difíceis entre nós. Pensemos nas perseguições entre nós, com o mesmo batismo. Pensemos em quantos foram queimados vivos. Devemos, todos, pedir perdão por isso”.

O representante mor do catolicismo foi longamente aplaudido na ocasião em que disse recordar o quinto centenário do reformador Martinho Lutero. “Estou alegre em rezar hoje, em Roma, com a comunidade luterana. Que Deus abençoe todos que trabalham pelo diálogo e pela unidade dos cristãos”, escreveu o papa em sua conta oficial no Twitter.

Durante o culto, o texto lido foi Mt 25:31-46, que traz a parábola do Juízo final. Francisco fez uma meditação espontânea e declarou: “Jesus é Deus? É verdade. É o Senhor? É verdade. Mas é o Servo e a escolha Ele a fará sobre isso. Tu, a tua vida, a viveu para si ou para servir? Para defender-se dos outros com os muros ou para acolhê-los com amor? Essa será a escolha de Jesus.”

Depois, lançou o questionamento: “Eu pergunto: nós, luteranos e católicos, de que lado estaremos, à direita ou à esquerda?”. Por fim, falou da unidade das duas correntes do cristianismo.

“Hoje rezamos juntos, pelos pobres, pelos necessitados, devemos amarmos juntos, com verdadeiro amor de irmãos. ‘Mas padre, somos diferentes, porque os nossos livros dogmáticos dizem uma coisa e os vossos dizem outra…’ Mas um grande de entre vós – um teólogo – disse uma vez que existe a hora da diversidade reconciliada. Peçamos hoje esta graça, a graça desta diversidade reconciliada no Senhor, isto é, no servo de Javé, daquele Deus que veio até nós para servir e não para ser servido”.

Essa foi a segunda vez que Francisco fala sobre a necessidade de evangélicos e católicos se perdoarem mutuamente. Três meses atrás, uma comissão de luteranos fez um pedido oficial de desculpas aos católicos e ortodoxos por atos cometidos durante a Reforma Protestante.

Os luteranos já pediram que o Vaticano revogue a bula papal que excomungou Martinho Lutero da Igreja Católica em janeiro de 1521, assinada pelo papa Leão X. A história conta que assim que recebeu o documento, o reformador fez questão de queimá-lo publicamente.

[b]Fonte: Gospel Prime via MT Agora[/b]