O papa Bento XVI disse ontem que 60 anos depois da Declaração Universal dos Direitos Humanos o direito “à vida, à liberdade e à segurança de centenas de milhões de pessoa segue ameaçado” e que foram erguidas “novas barreiras por motivos de raça, religião e opinião política”.

Bento XVI fez essa denúncia em discurso na sala Paulo XVI do Vaticano, após o concerto da Orquestra de Brandemburgo, da Alemanha, em virtude do 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

O Bispo de Roma frisou que esse texto continua sendo um “altíssimo ponto de referência do diálogo intercultural sobre a liberdade e os direitos do homem” e ressaltou que a dignidade da pessoa está garantida “só quando todos seus direitos são reconhecidos”.

“Um longo caminho já se percorreu, mas ainda há muito a ser feito: centenas de milhões de pessoas vêem ainda ameaçados seus direitos à vida, à liberdade e à segurança”, destacou.

O Pontífice disse ainda que “nem sempre se respeita a igualdade entre todos, nem a dignidade de cada um, enquanto novas barreiras se ergueram por motivos relacionados com raça, religião, opinião política e outras convicções”.

O papa defendeu a construção de um mundo onde cada ser humano “seja amparado com plena dignidade e onde as relações entre os indivíduos e entre os povos sejam reguladas pelo respeito do diálogo e da solidariedade”.

Fonte: EFE