Bispo alemão gastou R$ 93 milhões em residência episcopal e causou revolta. Papa tem cobrado maior transparência da Cúria.

Em meio à polêmica sobre o comportamento do bispo Franz-Peter Tebartz-van Elst, 53, que causou revolta na Alemanha após gastar R$ 93 milhões na construção de sua residência episcopal e viajar de primeira classe para visitar crianças pobres da Índia, o papa Francisco cobrou “honestidade” da igreja.

Em mensagem ao presidente do governo do Vaticano, o cardeal Giuseppe Bertello, Francisco exigiu responsabilidade das autoridades religiosas do Vaticano.

Quem está ligado à Santa Sé por um “vínculo de trabalho tem uma responsabilidade especial e tem um compromisso de escrupulosa fé com todas as tarefas e deveres do trabalho, no profissionalismo e na honestidade da vida”, disse o papa.

Francisco tem cobrado maior transparência da Cúria desde que assumiu o comando da igreja, em março.

Para executar a tarefa, ele conta, entre outros, com o novo secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin, empossado na manhã de ontem.

O arcebispo, no entanto, não pôde comparecer à própria cerimônia de posse.

Segundo o Vaticano, Parolin, 58, passou mal e teve que se submeter a uma intervenção cirúrgica, por motivos não revelados. Ainda segundo o Vaticano, o arcebispo deve assumir efetivamente o cargo nas próximas semanas.

Parolin substitui o cardeal Tarcisio Bertone, 78, na função de “número 2” do Vaticano. O ex-secretário deixa o cargo após sete anos, período no qual se viu envolvido em escândalos como o do vazamento de informações do Vaticano (o “Vatileaks”) e em acusações de má gestão e abuso de poder.

De 2002 a 2009, Parolin foi subsecretário da Seção para as Relações com os Estados.

[b]Fonte: Folha de São Paulo[/b]