Presidente da CNBB, D. Raymundo Damasceno, disse que o objetivo da mudança é aumentar a participação dos cardeais no comando da Igreja.

Terminou na quinta-feira, 03, em Roma a reunião com os oito cardeais que auxiliam o papa Francisco na reforma da Igreja Católica. Depois do encontro que reuniu o pontífice e o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), D. Raymundo Damasceno, este informou que as mudanças planejadas serão concluídas até o fim do ano.

Em Aparecida, no interior de São Paulo, D. Raymundo comentou que o objetivo da mudança é aumentar a participação dos cardeais e dos organismos que auxiliam o Papa em seu pontificado no comando da Igreja.

D. Raymundo não quis sinalizar as possíveis mudanças, mas afirmou que elas serão significativas. O Sínodo dos Bispos, reunião com os bispos de todo o mundo sobre a evangelização da Igreja e seus pensamentos, deve ser a maior mudança, afirmou. “Vai sofrer uma reformulação quanto a sua metodologia para que de fato o Sínodo seja um instrumento de colaboração ao Papa no governo da Igreja”, comentou. “O certo é que o Papa Francisco quer conduzir a Igreja com a participação”, completou.

[b]CNBB terá campanha para reforma política
[/b]
No mês passado a CNBB anunciou a criação de um movimento liderado pela Igreja Católica, com apoio de diversas organizações, para pedir ao Congresso Nacional a reforma política. A “Coalização Democrática pela Reforma Política e Eleições Limpas”, entregou no mês passado na Câmara dos Deputados a proposta de projeto de lei de iniciativa popular.

De acordo com o presidente da CNBB, a campanha já está pronta e estará nas ruas antes do fim do ano. “Estamos agora preparando as fichas de coleta de assinaturas”, informou. A campanha envolverá todas as dioceses do país e precisa ter a adesão de 1,5 milhão de pessoas.

[b]Fonte: Estadão[/b]