O Papa Bento XVI estará no Brasil hoje, e todo o País poderá vê-lo. Às 14h, ‘Sua Santidade’ se encontrará com estudantes brasileiros e de outros 10 países através de uma videoconferência. Durante duas horas, o Pontífice vai conversar, rezar, cantar e ouvir a história de vida de jovens de várias nacionalidades.

O ponto de encontro no Brasil da 6ª Jornada dos Estudantes Universitários será em Aparecida, São Paulo, onde são esperadas aproximadamente 10 mil pessoas de Brasília, Minas Gerais, Rio e do Interior paulista.

Um grupo de amigos da Pastoral Universitária de Niterói conseguiu um ônibus e saiu às 5h para o encontro. Eles não têm dúvidas de que o esforço de madrugar e enfrentar sete horas de viagem de ida e volta no mesmo dia vale muito a pena.

“A experiência de estar com o Papa pela primeira vez é única. Suas palavras nos fortalecem para continuar a seguir Jesus e evangelizar”, explica Jéssica Tavares, 26 anos. Formada em Literatura, ela faz faculdade de Letras-Italiano na UFF e coordena um dos grupos de oração da Renovação Carismática Católica do campus.

Estréia da América

Pela primeira vez, a Jornada anual, criada em 2003 por João Paulo II, inclui países do continente americano. Além do Brasil, Equador, México, Cuba, Estados Unidos, Espanha, França, Bielorrússia, Romênia, Reino Unido e Itália participam do encontro. A programação em Aparecida começará às 10h e será transmitida ao vivo pela TV Canção Nova, no canal 20 UHF ou através do site http://tv.cancaonova.com.

Sem precisar fazer milagres, o Papa estará ao mesmo tempo em todos os lugares, graças ao recurso de última geração que permite transmissão simultânea de áudio e vídeo. A utilização do aparato tecnológico pode soar moderno demais para os moldes do Vaticano. Mas a decisão não surpreende aos jovens fiéis.

“A igreja quer cada vez mais se aproximar do povo, que tem necessidade desse contato. O Papa usará todos os recursos para propagar a Palavra de Deus. A igreja é conservadora no sentido de manter valores e defender a vida e a comunhão, não de negar a modernidade. Jesus subiu nos telhados para ser ouvido por mais gente. O Papa agora está fazendo o mesmo”, ensina a estudante de Filosofia Elza Felciano, 29 anos.

Fonte: O Dia