O papa Francisco fez uma visita surpresa nesta terça (4) a cidades e vilarejos devastados por um terremoto que matou quase 300 pessoas no centro da Itália em agosto. Ele ofereceu conforto a residentes que perderam tudo e rezou com eles pelos mortos.

O Vaticano, que manteve a viagem em segredo até a chegada do papa, divulgou fotos do pontífice rezando sozinho nos escombros em Amatrice, uma das cidades mais atingidas; é possível ver a torre da igreja, que ficou de pé, à distância.

[img align=left width=300]http://static.globalnoticias.pt/storage/JN/2016/big/ng7674289.jpg[/img]Falando a moradores com um megafone, o papa disse que queria ter vindo antes mas que não queria “incomodar ninguém” e que preferiu esperar as coisas se acalmarem. Ele disse ainda que quis aguardar que uma escola improvisada para as crianças ficasse pronta.

“Mas desde o primeiro momento eu sabia que queria vir aqui, simplesmente para dizer que estou junto de vocês. Que estou perto de vocês, nada mais. Eu rezo por vocês. Minha proximidade e minhas orações são o que ofereço a vocês. Que Deus abençoe a todos vocês”, disse o papa Francisco.

“Nesse momento de tristeza e dor, vamos em frente enquanto nos lembramos dos nossos entes queridos que morreram aqui em meio aos escombros. Vamos rezar por eles”, disse.

Ele visitou a “zona vermelha”, no centro de Amatrice, que ainda está fechada ao público devido ao perigo. A maior parte dos prédios na área caiu ou está danificada demais para habitar.

O pai de um aluno chorou quando o papa visitou a escola. Outros moradores pararam o carro do pontífice para tocar sua mão pela janela. A visita acontece no dia da festa do santo de mesmo nome do papa, São Francisco de Assis.

Luca Cari, porta-voz das brigadas de incêndio nacionais, disse que durante a visita a Amatrice o papa parou para rezar com pessoas que trabalharam nos resgates e agradeceu a eles.

O terremoto, no dia 24 de agosto, derrubou construções de várias cidades e vilarejos nas regiões do Lazio e de Marche, a nordeste de Roma. Segundo estimativas do governo, o prejuízo chega a € 4 bilhões (R$ 14,5 bilhões).

[b]Fonte: Folha de São Paulo[/b]