Ativistas pró-eutanásia da Itália disseram que o Papa João Paulo II recusou tratamentos médicos como respiração e alimentação artificiais porque desejava poder morrer. O médico pessoal do Pontífice nega que ele tenha pedido a eutanásia.

Médicos que cuidaram do papa João Paulo II em seus últimos dias de vida não suspenderam o tratamento.

A Igreja Católica proíbe a eutanásia, que é centro de debates acalorados na Itália nos últimos meses. Mas o catecismo da igreja afirma que procedimentos médicos que são “fatigantes, perigosos, extraordinários ou desproporcionais ao resultado esperado” podem ser suspensos com a permissão do paciente, ou da família.

Renato Buzzonetti, médico de João Paulo II, disse que as últimas palavras do pontífice, “deixe-me ir para a casa do pai”, não devem ser interpretadas como se ele tivesse pedido para os médicos deixarem de tratá-Io.

“A frase foi um ato de oração muito alta…quase um exemplo excepcional de sua ligação à fé e ao Senhor e, ao mesmo temo, à vida, que João Paulo 2o amava profundamente até o último momento”, disse Buzzonetti em entrevista ao jornal La Repubblica.

“Não é verdade que o tratamento médico do Santo Padre foi interrompido”, acrescentou Buzzonetti, que foi o médico do papa por quase 27 anos. “Ele nunca foi deixado sozinho, sem monitoração ou assistência, conforme algumas pessoas querem sugerir erroneamente.”

Fonte: Reuters