Uma médica italiana acredita que o papa João Paulo II não faleceu em função da fraqueza causada pelo seu estado enfermo. O especialista em tratamento intensivo Lina Pavanelli concluiu que a morte do Papa foi causada pelo o que a Igreja Católica considera eutanásia, informou a revista americana Time.

As posições da médica aparecem no artigo The Sweet Death of Karol Wojtyla (A doce morte de Karol Wojtyla, em inglês), publicada na última edição da Micromega, revista que freqüentemente critica a posição do Vaticano a respeito de questões bioéticas.

No artigo, Lina escreveu que “o paciente morreu por razões que não foram claramente mencionadas. De todos os problemas que complicavam o quadro clínico, a insuficiência respiratória aguda não era a principal ameaça à sua vida. O Papa estava morrendo por outra conseqüência não tratada dos efeitos do Parkinson nos músculos da garganta: a incapacidade de engolir”.

Ela defende essa tese baseada nas suas próprias observações do estado do Pontífice pela televisão, assim como as informações da imprensa e no livro publicado posteriormente pelo médico pessoal de João Paulo II. Segundo ela, uma falha na inserção do tubo de alimentação acelerou a morte de João Paulo II.

Além disso, Lina diz acreditar que os médicos do Papa explicaram a ele sua situação de saúde. Dessa forma, ela supõe que foi o próprio Pontífice que recusou o tubo de alimentação depois de suas internações hospitalares urgentes em fevereiro e março.

Fonte: Terra