Consultados sobre o que sua religião tem de melhor, 18% dos evangélicos mencionaram espontaneamente a fé (em Deus ou Jesus), 12%, os ensinamentos da Bíblia e da igreja, 5%, a palavra de Deus, 4%, a solidariedade, união e igualdade entre as pessoas, 3%, os projetos sociais, o amor a Deus e ao próximo, 3%, os conselhos sobre vícios e condutas, e 3%, tudo, entre outros.

Na parcela de católicos, 14% mencionam a fé, 9%, o livre arbítrio, liberdade e flexibilidade, 6%, os ensinamentos da Bíblia e da igreja, 5%, a solidariedade, união e igualdade entre as pessoas, e 5%, nada, o fato de ser igual às outras, não ter nada de especial, entre outras respostas menos citadas. A parcela dos que não souberam apontar o que sua religião tem de melhor fica em 14%
entre os católicos, ante 4% no segmento evangélico.

De 0 a 10, a fé em Deus tem 9,9 de importância na vida dos evangélicos, e 9,8 na de católicos.

Semelhantes na avaliação da importância da fé, os dois segmentos têm visão diferente sobre as religiões em geral. Dos brasileiros que declaram ter religião, 70% concordam que “todas as religiões tem o mesmo valor porque todas levam ao mesmo Deus”, sendo que 54% concordam totalmente com a frase, e 14%, em parte.

Na fatia de católicos, a taxa de concordância vai a 81% (64% totalmente, e 17%, em parte), e os demais não concordam nem discordam (2%), discordam (7% totalmente, 8%, em parte) e há 1% que não opinou. Entre os evangélicos, metade (50%) concorda com a frase (sendo 36% totalmente, e 14%, em parte), 4% não concordam nem discordam e 45% discordam (31% totalmente, e 14%, em parte) e 1% não opinou.

De forma geral, os evangélicos veem um grau de afinidade menor entre os valores de outras religiões e sua crença. Para medir esse grau de afinidade, os entrevistados foram consultados se os valores de outras religiões eram totalmente iguais, na maior parte iguais, na maior parte diferentes ou totalmente diferentes do que aqueles em que eles têm fé.

O Cristianismo (identificado dessa forma, sem detalhar doutrinas específicas) é visto como aquele em que as crenças mais combinam, em geral: entre os que declaram ter religião, 60% veem valores totalmente ou na maior parte iguais, os demais identificam valores totalmente ou em parte diferentes (18%), ou não souberam opinar (22%). Na parcela de evangélicos, esses índices ficam em 58%, 23%, e 19%, respectivamente, e entre os católicos, 61%, 15% e 24%.

Candomblé e Umbanda, entre as consultadas, são as religiões em que tanto religiosos em geral quanto evangélicos em particular identificam menor afinidade de valores. No caso da primeira, por exemplo, 16% dos que declaram religião veem valores totalmente ou na maior parte iguais, 48%, totalmente ou na maior parte diferentes, e há 36% que não souberam opinar.

Entre os católicos, a taxa dos que acreditam que os valores em que acreditam e os valores do candomblé são iguais fica em 18%, ante 7% entre os evangélicos. A taxa dos que veem valores diferentes, entre os católicos, é de 42%, e sobe para 62% entre os evangélicos.

[b]Fonte: Datafolha[/b]