O comentarista político norte-americano Alan Dershowitz disse que o papa Bento XVI (foto) poderá afetar o processo de paz em Israel se pregar uma “falsa moral” durante a viagem que fará a região entre os próximos dias 8 e 15 de maio.

“Se o Papa for a Israel com clareza moral, agirá pela paz. Se, no entanto, aplicar uma falsa moral, retardará este processo”, comentou Dershowitz, autor do livro “Em defesa de Israel”, no qual contra-ataca as teses do ex-presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter e dos acadêmicos Stephen Walt e John Mearsheimer, que afirmam que há um regime de apartheid no Estado judeu.

“Na doutrina católica, matar, a menos que não seja em própria defesa, é sempre um delito. O Papa não se cansa de repetir isto. Mas, quando fala de Israel, fica confuso e coloca no mesmo plano o Hamas, que mata intencionalmente crianças israelenses, e o Estado hebraico, que se defende”, explicou o norte-americano.

Segundo o comentarista político, “esta equivalência moral não faz mais que retardar a paz” no país e no Oriente Médio.

Durante a apresentação de seu livro no instituto italiano Eurispes, Dershowitz falou também do suposto ataque israelense contra o Irã, com o objetivo de evitar que este produza armas nucleares.

“Israel não atacará o Irã. Em gênero, quando se fala de uma coisa, ela não acontece. E é algo dificílimo e custoso, mas é verdade, no entanto, que é inaceitável para Israel um Irã nuclear”, defendeu o norte-americano.

De acordo com o Vaticano, o Pontífice se reunirá no dia 11 com o presidente de Israel, Shimon Peres. Durante sua viagem, Bento XVI ainda irá a Jordânia e visitará os Territórios Palestinos, além de ir a lugares sagrados do cristianismo, como o Monte Nebo, Nazaré e Belém.

Fonte: Ansa