Depois de ver os escombros do templo da Igreja Renascer em Cristo da porta do local, o governador do Estado de São Paulo, José Serra (PSDB), afirmou que “a situação é muito grave” e que o prédio corria risco de desabamento.

“Nós estávamos parados na porta e caiu a centímetros o aparelho de ar-condicionado. É um perigo. Não entrei. Do lado de fora, vi o que está dentro. Caiu tudo. Lá não tem um metro que não tenha desabado. Andar dentro é muito perigoso”, afirmou o governador.

“Foi uma sorte divina que a queda não foi na hora do culto. Foi na saída. Se não haveria 2.000 pessoas. E estavam ali [na hora do desabamento] cento e tantas, coisa assim”, afirmou Serra ontem à noite.

Segundo Serra, a situação legal do prédio estava em ordem. “Agora, a prefeitura vai olhar isso tudo.” Ao lado do governador, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) disse que não era possível confirmar ontem à noite a situação do alvará do templo porque o sistema da Prodam não estava on-line àquela hora.

“Teremos por meio da subprefeitura e da Secretaria da Habitação todas as informações necessárias sobre a situação do prédio. Vamos saber amanhã [hoje]”, afirmou o prefeito. Ainda segundo Gilberto Kassab, o alvará precisa ser renovado anualmente.

A assessoria de imprensa da Secretaria das Subprefeituras, pasta responsável pela fiscalização das obras irregulares na cidade de São Paulo, não era possível obter ontem à noite outros detalhes sobre edificação -por exemplo, se havia alguma irregularidade.

De acordo com o governador Serra, às 23h de ontem o corpo de um dos sete mortos ainda estava sob os escombros e havia 57 feridos levados a hospitais. “Ainda há uma pessoa, sim [nos escombros]. Não está viva, são sete [pessoas mortas] com essa”, disse Serra.

Kassab disse que a perícia deve ser feita hoje pela polícia técnica e que três imóveis vizinhos ao templo da Renascer foram interditados. “Há chance de desabamento”, afirmou ele.

Após conversarem com jornalistas nas proximidades do acidente, o governador e o prefeito seguiram para o hospital Cruz Azul, onde havia alguns feridos internados.

De acordo com Kassab, dos feridos que estavam no hospital, apenas um estava passando por cirurgia mais complicada -ele não falou quantos estavam internados.

Serra disse que o que mais o surpreendeu foi a rapidez com que o Corpo de Bombeiros chegou. “O que mais me impressionou foi a chegada dos bombeiros em três minutos.”

Fonte: Folha de São Paulo