O professor de teologia da PUC-SP Francisco Borba Ribeiro Neto diz que uma grande parte das denúncias de casos de pedofilia na Igreja Católica, nos últimos anos, tem sido motivada pela perspectiva de lucro fácil e pela tentativa de desmoralização do papado de Bento 16.

Para ele, a ampla divulgação das indenizações milionárias pagas pela Justiça americana tornou a denúncia contra padres muito conveniente. “Há uma ilusão de lucro fácil e, ao mesmo tempo, o crime é difícil de ser averiguado.”

Ribeiro Neto também pondera que há os que usam os casos de pedofilia para defender o fim do celibato. Para ele, essas denúncias de pedofilia na Igreja Católica nada têm a ver com o celibato ou com o homossexualismo. “Assim como um homossexual, por definição, não é um pedófilo, um celibatário, por definição, também não é. Há casos de pedofilia entre pastores protestantes casados, entre professores, entre heterossexuais e entre homossexuais.”

Ele, porém, admite que a igreja acaba servindo de refúgio para aqueles que são homossexuais e não se assumem. “Há uma ilusão de que a igreja é um refúgio, onde poderá solucionar os seus conflitos, já que não terá que se definir sexualmente, pois os padres devem aceitar o celibato”, afirmou.

Para o professor, a igreja precisa melhorar o critério de seleção dos padres, que, muitas vezes, “não estão psicologicamente preparados para exercer o sacerdócio”.

Fonte: Folha de São Paulo