Milhares de pessoas participaram ontem da Parada do Orgulho Gay de Tel Aviv, sob os protestos de alguns militantes da extrema direita e de grupos ultra-ortodoxos que chamavam de “anti-semitas” os homossexuais.

Tel Aviv, considerada a cidade mais aberta e moderna de Israel e que promove sua marcha gay desde 1998, há vários dias encontra-se enfeitada com bandeiras do arco-íris, símbolo do movimento gay.

Enquanto as passeatas na localidade fazem sucesso, as tentativas de realização de eventos semelhantes em Jerusalém geram polêmica.

Há dois dias, o Parlamento israelense chegou a aprovar, em primeira leitura, um projeto de lei que proíbe manifestações de homossexuais na cidade santa e outro que as impede em todo o país.

Em Tel Aviv, o colorido desfile de gays e lésbicas com roupas extravagantes e ousadas foi vaiado por extremistas que repreenderam os participantes chamando-os de “anti-semitas” e acusando-os de atrair a desgraça sobre Israel com sua conduta inapropriada.

Os protestos, no entanto, não perturbaram a Parada Gay, que começou em uma praça e terminou em frente à praia.

Também para este mês, está marcada uma marcha gay em Jerusalém, mas sua realização ainda não foi dada como certa.

No ano passado, a Parada Mundial do Orgulho Gay, que ia acontecer na cidade santa, foi suspensa várias vezes devido aos projetos das comunidades judaica, cristã e ortodoxa.

Por fim, a passeata acabou se tornando um evento de caráter nacional e acontecendo dentro de um estádio isolado.

Em relação aos projetos aprovados no Parlamento contra as passeatas dos homossexuais, o primeiro-ministro de Israel e líder do Partido Kadima, Ehud Olmert, cuja filha é lésbica, deu liberdade de voto aos deputados.

No entanto, disse em um comunicado que não considera Jerusalém o lugar adequado para eventos do tipo, dadas “as sensibilidades tão particulares na cidade”, embora também não ache que devam ser “proibidas por lei”.

Por sua vez, o Centro de Pluralismo Judeu disse que as leis propostas são um duro golpe contra a democracia e “aproximam mais Jerusalém do fanatismo religioso e da intolerância”.

Fonte: EFE