Cerca de 10 mil homossexuais e ativistas dos direitos dos gays marcharam pelas ruas de Roma neste sábado, muitos deles cantando slogans contra o Vaticano e contra o novo governo conservador da Itália.

A parada anual do orgulho gay ganhou um significado político adicional este ano, pois autoridades municipais negaram um pedido para que a marcha terminasse em um comício perto da Catedral de São João Latrão, a catedral do papa enquanto bispo de Roma.

As autoridades da cidade disseram que a parada iria atrapalhar um concerto a ser executado no interior da basílica. O novo governo municipal conservador também se recusou a apoiar a marcha.

“A recusa do apoio à manifestação e a demonstração sobre a praça de São João foram decisões graves, que foram passos para trás”, disse Vittoria Franco, ministra das Oportunidades Iguais no governo esquerdista de oposição.

O novo primeiro-ministro conservador, Silvio Berlusconi, deixou claro que não tem intenção de aprovar uma legislação que dê aos casais gays qualquer tipo de reconhecimento legal.

A promessa do reconhecimento havia sido feita pelo governo anterior do primeiro-ministro Romano Prodi, mas foi bloqueada com a oposição do Vaticano e da Igreja Católica italiana.

“Berlusconi beija os pés do papa e diz ‘sim’ a tudo. Estamos sobre o risco de uma teocracia e da ditadura clerical”, disse Franco Grillini, um homossexual que foi parlamentar no governo anterior.

Fonte: Reuters