Quase dois anos freqüentando uma igreja evangélica na busca de conforto e aconselhamento serviram para trazer o medo para a vida de uma menina de 12 anos, no bairro Itararé, em Vitória. Ela estaria sendo assediada e sofrendo abusos por parte do pastor de uma igreja evangélica, identificado como J.R.S.F..

A denúncia foi feita por A.S.M., 34, tia da menina, no Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Vitória, após encontrar uma carta onde a sobrinha pretendia contar os fatos à mãe. Com medo da reação da mãe, a menina não entregou a bilhete.

Do DPJ, a ocorrência foi parar na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). No entanto, apenas a tia e a menina prestaram depoimento.

A mãe, com medo, não quis representar contra o reverendo. O delegado José Luiz Pazzeto informou que neste caso, o inquérito pode ser feito por portaria.

Segundo o depoimento da tia ? feito após conversar com a garota ?, a menina estaria sendo ameaçada de morte, bem como a mãe dela, pelo pastor, por não se submeter às investidas dele.

Para conseguir contato físico com a menina, o pastor estaria dando presentes a ela e fazendo promessas. Ele já teria levado a vítima para a casa dele, para tentar sexo com ela.

Segundo a tia, a menina disse que o pastor falava abertamente que fazia sexo com outras meninas da igreja, em troca de presentes.

A menina disse, em depoimento, que J.R. tentou obrigá-la a fazer sexo oral nele, mas ela se recusou. O pastor teria dito que também abusava de outra menina e que, se ela “se soltasse mais”, ganharia uma bicicleta no Natal.

Segundo a menina, o pastor até o momento teria feito “sarrinhos”, esfregando o órgão genital nela, até ejacular no seu corpo.

“Mãe, qualquer coisa que acontecer comigo, sempre vou te amar. Mãe, se eu engravidar, se eu morrer, ou se eu me matar, sempre vou te amar. Mãe, você foi a melhor mãe do mundo. Mãe, estou com medo, mãe, só isso”
Trecho da carta da menina de 12 anos, entregue à polícia

Fonte: Gazeta Online