O pastor batista Yevgeni Potolov foi posto em um trem no Turcomenistão em direção à Rússia, no dia 7 de julho, depois de sete semanas de detenção, segundo informações do Fórum 18.

A deportação do pastor Potolov o separa da esposa e de seus sete filhos. O serviço de imigração russo o declarou como “um perigo à sociedade”.

Este não foi o primeiro incidente. Yevgeni e outro pastor batista, Vyacheslav Kalataevsky, tiveram suas casas invadidas e vasculhadas por ordem de uma autoridade administrativa. Em junho de 2001, foram privados de suas escrituras, como punição pela atividade religiosa desenvolvida em uma congregação batista não registrada.

Vyacheslav Kalataevsky foi preso em março de 2007, tentou regularizar seu status, mas em maio foi condenado a três anos de prisão por ter cruzado a fronteira ilegalmente. Ele foi transferido no final de junho para um campo de trabalhos forçados perto de Erdi. A esposa dele, Valentina, disse que o visitou no início de julho. “Ele estava muito magro”, contou.

Yevgeni Potolov foi detido no dia 19 de maio em uma unidade prisional especial em Turkmenbashi. “Os indícios logo mostraram que as autoridades tentariam deportá-lo”, disse a esposa dele, Nadezhda. Em junho ela foi questionada se deixaria o país caso o marido fosse mandado de volta à Rússia.

Depois que o líder batista Aleksandr Frolov foi deportado, em junho de 2006, a esposa dele, Marina, cidadã turca, apelou para que o marido fosse viver junto dela e dos dois filhos em sua terra natal.

No entanto, diante da recusa do governo da Turquia, ela teve que ir morar com ele na Rússia e até então passou um ano sem ver o marido.

Os últimos acontecimentos têm aumentado a preocupação com a violação aos direitos humanos no Turcomenistão, apesar da morte do presidente Saparmurat Niyazov, que construiu um culto personalista durante os 21 anos em que esteve no poder.

Depois da morte dele, em dezembro passado, o novo presidente, Kurbanguly Berdymukhamedov, prometeu suavizar o forte policiamento sobre os cidadãos, o que parece ainda não estar sendo cumprido.

Fonte: Portas Abertas