Depois da visita do presidente norte-americano George Bush ao Vietnã, em novembro passado, as portas se abriram para que o pastor vietnamita Paulo Ai voltasse à sua terra natal para visitar os membros de sua família.

Essa foi a primeira visita de Paulo ao Vietnã desde que foi deportado em 1999. Apesar de suas várias prisões depois que os comunistas ganharam poder, Paulo de tornou um dos plantadores de igreja mais profícuos na história do Vietnã. Na época de sua deportação, sua igreja tinha 15 mil membros, se reunindo em 175 igrejas não registradas. A igreja se baseava no sistema em células, que Paulo aprendeu ao estudar o crescimento da Igreja na Coréia, China e outras nações.

“Eles me deram um visto especial para visitar minha mãe, que tem 77 anos, e minha sogra. As duas estão bem doentes. Eles me vigiavam constantemente, para ter certeza de que eu não ia desenvolver nenhum ministério.”

Depois de o pastor Paulo se estabelecer nos Estados Unidos em 1999, ele iniciou o ministério Alcance Vietnamita Internacional (www.paulai.com), direcionado para alcançar vietnamitas habitantes de outros países. “Quero alcançá-los e discipulá-los para que eles possam voltar e levar as boas novas de Jesus Cristo para suas famílias e comunidades”, disse o pastor.

Em sua recente viagem, Paulo gastou quase três meses em Laos, Camboja e Malásia, onde realizou campanhas evangelísticas para contratados vietnamitas. Ele também liderou sessões de treinamento para novos convertidos e pastores do Vietnã.

Paulo notou que a maioria dos trabalhadores vietnamitas na Malásia tem um contrato de dois anos. Quando terminam seu contrato, eles voltam ao Vietnã. “Plantamos 18 igrejas no norte do Vietnã a partir do fruto desses trabalhadores na Malásia”, conta o pastor.

O pastor Paulo viaja ao Sudeste Asiático pelo menos duas vezes por ano para realizar suas campanhas e treinamentos. Seu objetivo no momento é desenvolver um instituto de treinamento para liderança na Indochina até 2009.

“Quero preparar mais discípulos para Cristo e seu reino. Temos que preparar a Igreja para quando o Vietnã se abrir.”

Fonte: Portas Abertas