Depois de passar dez dias em detenção administrativa, o pastor Dong Quanyu foi libertado do Centro de Detenção Wancheng, cidade de Nanyang, província de Henan. Ele saiu da prisão às 21 horas do dia 16 de março (horário de Pequim).

Quanyu foi detido com outros 33 líderes de igrejas não registradas e três pastores sul-coreanos, enquanto faziam juntos um estudo bíblico no dia 6 de março.

Depois de intensa pressão internacional, a polícia local libertou todos os 36 pastores no dia 7 de março. Apenas o pastor Dong Quanyu foi sentenciado a 10 dias de prisão administrativa por “reunião ilegal”. O Pastor Quanyu é vice-presidente da Aliança de Igrejas Chinesas Não Registradas.
As autoridades se recusaram a emitir qualquer documento oficial que declarasse sua detenção e libertação.

O pastor Quanyu agradece o apoio dos irmãos do mundo todo. Segundo entrevistas com alguns pastores libertados, os investigadoresreceberam telefonemas de pessoas de diversos países, depois que a agência Associação de Ajuda à China publicou a notícia relacionada à prisão deles.

Mãe de ativista é presa e condenada

A Associação de Ajuda à China também informou que Shuang Shuying, de 77 anos, mãe do ativista e pastor cristão Hua Huiqi, fez um apelo formal à Segunda Corte Popular Intermediaria de Pequim, pedindo um segundo julgamento.

Shuying foi sentenciada a dois anos de prisão pela corte do distrito de Chongwen em 26 de fevereiro, sob acusação de depredar propriedade pública e privada (leia mais). Shuying foi acusada de usar sua bengala para destruir o capô de um carro da polícia e um monitor de computador.

No dia 7 de fevereiro, Shuying foi à prefeitura de Chongwen para saber do paradeiro de seu filho Hua Huiqi, que estava preso. A caminho da prefeitura, um carro de polícia quase a atropelou e ela usou sua bengala para se defender. Depois disso, um grupo de funcionários do comitê de segurança pública tentou colocá-la à força em uma recepção. Durante a briga, sua bengala atingiu o monitor de computador.

Sem permitir uma contra-investigação das evidências apresentadas pela promotoria contra Shuying, o tribunal do primeiro julgamento deu contra ela o veredicto no primeiro dia útil depois do feriado do Ano Novo Chinês.

Acredita-se que com a prisão do pastor Huiqi e de sua mãe por dois anos, até o fim das Olimpíadas de 2008 em Pequim, as autoridades da cidade têm a intenção de se livrar de “causadores de problemas”. Tanto o pastor Huiqi como sua mãe são muito ativos na defesa de cristãos perseguidos e de outros grupos socialmente oprimidos na China.

Segundo o apelo, Shuying não aceita o veredicto criminoso de intencionalmente destruir propriedades, como foi emitido pela corte de Chongwen em 26 de fevereiro.

Fonte: Portas Abertas