A Polícia descobriu que o pastor evangélico Francisco Gomes Damasceno, de 56 anos, era foragido de Justiça após uma briga doméstica.

Acusado por sua esposa de tê-la espancado com uma cadeira, no domingo passado, o religioso foi preso, na manhã de ontem, porque além da agressão ele responde por homícidio qualificado na 2ª Vara Penal da Capital e teve sua prisão preventiva descretada este ano.

A mulher do pastor, a dona de casa Maria Dulcinéia Damasceno, de 50 anos, procurou a Delegacia da Cabanagem, na noite do último domingo, com várias lesões pelo corpo que, segundo ela, teriam sido causadas por cadeiradas desferidas pelo marido. Essa, segundo ela, não foi a primeira agressão feita por Francisco e, por isso, a mulher estava decidida a se separar dele. Na ocasião, foi feita uma diligência até a residência do casal, mas o pastor não foi encontrado.

Na manhã de segunda-feira, o delegado Heitor Viana, diretor daquela delegacia, fez um levantamento completo da vida do pastor e descobriu que a Justiça já havia decretado sua prisão devido à morte de Silvio Santos dos Santos, ocorrida em 2004. O pastor teria dado uma facada no coração de Silvio, na Vila Nova, localizada na rua dos Tamoios, bairro do Jurunas.

O motivo do crime, segundo o que conseguiu apurar o investigador Viana, chefe de Operações da Delegacia da Cabanagem, foi uma briga originada em frente à casa onde o pastor morava, na época – a residência de número 56 da Vila Nova. Vários rapazes costumavam jogar bola no local, o que irritava Francisco. Houve várias brigas e ameaças. ‘Até que um dia, quando o Silvio e outros rapazes estavam novamente jogando bola no local, ele escorregou e caiu. Momento em que o Francisco teria se aproveitado para esfaquear o rapaz. A única facada no coração tirou a vida de Silvio em poucos minutos’, informou o investigador Viana.

De acordo com o levantamento premilimar feito pelo delegado Heitor Viana, na manhã de ontem, Francisco responde, além do homicídio, por outros Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO) por agressão física e a um outro processo que corre na 8ª Vara Penal.

O pastor nega envolvimento no homicídio. ‘Sou pastor da Assembléia de Deus e locutor do programa evangélico Momento de Esperança, na rádio Metropolitana FM’, foram as únicas informações dadas pelo acusado.

Fonte: O Liberal