A crise na Igreja Assembleia de Deus Pentecostal “Al Shaday” no Huambo, Angola continua.

José Salukamba Braga, pastor fundador da Igreja expulso recentemente, reage às acusações, exigindo esclarecimentos sobre o seu afastamento, nesta sexta-feira.

Segundo o portal angop, publicação angolana, o pastor foi acusado de desvio e extorsão de dinheiro pelo líder da Igreja, Daniel Antôno e reagindo às acusações, o pastor disse a Igreja “El Shaday,” “permanecerá encerrada” enquanto não houver um esclarecimento da situação.

Para o pastor, o conflito tem origem em “interesses pessoais” argumentando que “o presbítero Daniel António já se apoderou do colégio da Igreja e agora quer ficar com outras estruturas e terrenos conseguidas pela congregação na cidade de Huambo.”

“Sinto-me muito lesado com as acusações que me são feitas. Estou ao serviço da Igreja desde os meus 26 anos e agora completo 60. Sou acusado, perante os crentes, de me apoderar de bens e dinheiro que periodicamente depositamos na conta geral da Igreja,” afirmou o pastor segundo o portal angop.

Desentendimentos entre seguidores do presbitero Daniel António e o Pastor José Salukama no recito da Igreja, foram divulgados pela mídia como “atos de pancadaria.” Entretanto, o pastor contrapõe que diferentemente do que publicou a mídia, “Não chegou a haver pancadaria como se propalou pela cidade e nos meios de comunicação social.”

“Exijo um esclarecimento público acerca de todas as infrações cometidas e da conduta que levaram à minha expulsão da congregação, porque estou a ser maltratado perante a sociedade e perdi credibilidade face aos fiéis, já que muitos não dominam as verdadeiras causas desse conflito de interesses,” acrescentou ele.

De acordo com o presbitero Daniel António em declaração à Agência AngolaPress (Angop), o pastor José Braga foi afastado em agosto do ano passado da liderança do centro “El Shaday” por infringir regulamentos disciplinares e estatutos da congregação.

“Nós vamos recorrer às instâncias judiciais, porque nesta altura os filhos e os parentes do pastor expulso retiraram as chaves, deixando a Igreja e as suas dependências fechadas. Está igualmente a apoderar-se de bens e valores monetários da congregação, denegrindo a boa imagem e reputação conquistada pelos fiéis,” concluiu Daniel.

[b]Fonte: Christian Post[/b]