Em entrevista à Folha de S.Paulo, Feliciano criticou a aprovação da lei, classificando-o como inócuo e afirmando que a lei impede os pais de “colocar limites” em seus filhos.

Na última quarta-feira foi aprovada pelo Senado a “Lei da Palmada”, lei que tem como objetivo punir castigos que resultem em sofrimentos físicos a crianças. Rebatizada para “Lei Menino Bernardo”, em homenagem a uma criança que teria sido morta pela madrasta e pelo pai, a lei motivou uma série de discussões e polêmicas por todo o país.

Um dos críticos da lei é o pastor e deputado federal Marco Feliciano, que foi um dos integrantes da bancada evangélica a votar contra a aprovação da lei na Câmara.

[b]Folha – Por que o senhor é contra o projeto?
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Marco Feliciano – É um projeto socioeducativo, mas inócuo. Não traz nada de novo na legislação brasileira. Passa a imagem de que o pai não pode tomar nenhum medida punitiva em relação aos seus filhos.

[b]Mas a proposta não inibe pais a agirem com violência?
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Só causa confusão. O Estatuto da Criança e do Adolescente já prevê tudo isso. É um projeto para inglês ver. Foi feita tanta intriga em cima dele, mas só serve para amedrontar pai e mãe.

[b]O senhor concorda com o uso de medidas corretivas, como palmadas?
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Isso é de foro íntimo, de pai para filho, não me manifesto. Mas pais e mães amam seus filhos, não vão em sã consciência espancá-los. É preciso colocar limites senão teremos crianças mimadas e nós, com os cabelos brancos, vamos pagar o pato.

[b]Fonte: Folha de São Paulo[/b]