O reverendo Garth Hewitt, da Fundação Amós, da Inglaterra, pediu ao mundo, na sua passagem por Manágua, que não permita a destruição dos palestinos. Hewitt proferiu conferência na Primeira Igreja Batista de Manágua, quando relatou impressões do sofrimento do povo palestino.

“É um tema de grande importância no mundo e, como cristãos, devemos dar-lhe atenção”, disse o reverendo. Ele visitou a Palestina em várias ocasiões. No Conflito do Oriente Médio, disse, esgrima-se a Bíblia com uma mão e na outra o revólver.

Mostrando um mapa de Israel e da Palestina, Hewitt explicou que o exército de Israel já domina 78% do território Palestino. “Isso poderia gerar uma potencial crise internacional porque o povo palestino é destruído a cada dia por um conflito de terras e não se escutam vozes de protesto no mundo. Um servidor público israelense até chegou a dizer que os palestinos são baratas”, relatou Hewitt.

O tema não interessa as potências como Estados Unidos, Inglaterra e a União Européia, porque não procuram mecanismo para deter a violência em território palestino, quando ele está cada vez mais isolado e com menos território.

O Conselho da Organização das Nações Unidas (ONU), que em 1947 cedeu o direito de 52% do território encravado no Oriente Médio para Israel, não controlou a invasão do exército israelense à Palestina, que constituía os 48% restantes.

“Os palestinos praticamente estão encerrados em sua própria terra pelo exército israelense, como em tempo coloniais”, comentou. Citando o pastor bautista Alex Awad, Hewitt disse que o sionismo cristão está jogando mais lenha na tensão entre cristãos e muçulmanos depois do 11 de setembro do 2001.

Assistentes à conferência ficaram impactados com a informação de que a cidade de Belém está cercada por muro de até nove metros de altura.

Fonte: ALC