Juliana Salles foi presa por participação no homicídio dos filhos
Juliana Salles foi presa por participação no homicídio dos filhos

A pastora Juliana Salles – mãe dos irmãos Kauã Salles Butkovsky, de 6 anos, e Joaquim Alves, de 3, mortos carbonizados no dia 21 de abril, após, segundo a Polícia Civil de Linhares, terem sido estuprados pelo pai e pastor Georgeval Alves – foi presa na cidade de Teófilo Otoni, em Minas Gerais, na noite de terça-feira (19).

Ela estava com o filho caçula, de 2 anos, na casa de um dos pastores da Igreja Batista Vida e Paz, da qual Juliana e Georgeval eram líderes em Linhares, e chorou bastante durante a prisão.

O mandado de prisão foi expedido pelo juiz André Bijos Dadalto, da 1ª Vara Criminal de Linhares, horas depois em que a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público Estadual contra Juliana e Georgeval Alves. O pastor está preso desde o dia 28 de abril acusado pela polícia de ter estuprado e matado o filho e o enteado.

Na denúncia, a promotora Rachel Tannenbaum, da 2ª Promotoria Criminal – crimes dolosos contra a vida – de Linhares, responsável pelo caso, acusa a pastora Juliana de ter conhecimento do risco que as crianças sofriam por estarem sozinhas com o pastor Georgeval, o que caracteriza omissão por parte de Juliana.

A promotora informou que o pastor George vai responder na Justiça por: dois homicídios qualificados; dois estupros de vulneráveis; dois crimes de tortura; e fraude processual por ter alterado a cena do crime.

A pastora Juliana, apesar de não estar em casa no dia do crime, vai responder também por dois homicídios; dois estupros de vulnerável; e também por fraude processual.

A promotora disse ainda que a morte das crianças poderia ter sido evitada e reforçou que o MP acusa Juliana Salles, mãe das vítimas, de omissão.

A pastora Juliana Salles deverá ficar isolada no Presídio Feminino de Colatina, onde ficará presa após transferência dela de Minas Gerais para o Espírito Santo. O isolamento servirá para garantir a segurança dela, já que outras detentas podem agredi-la ou até violentá-la, dada a natureza do crime pelo qual a pastora é acusada.