A Comissão Pastoral da terra e mais 42 organizações não governamentais incluindo sindicatos e associações, distribuíram nesta terça-feira, 20, manifesto em que acusam o Arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Pagotto (foto) de “perseguir as Pastorais Sociais, ora com palavras ora com atos, como acusações levianas contra a CPT”.

O grupo saiu da Basílica de Nossa Senhora das Neves e percorreu, em caminhada, várias ruas do Centro de João Pessoa.

Em um carro de som, os manifestantes leram o texto contra Dom Aldo em vários pontos do Centro, inclusive na Praça Dom Adauto, onde fica a sede da Arquidiocese da Paraíba.

Diz a carta aberta: “Estranha e lamentavelmente, negando toda a prática da Igreja na Paraíba, Dom Aldo Pagotto vem adotando posicionamento de descompromisso com os empobrecidos do campo e da cidade e se posicionando ao lado dos que sempre oprimiram como latifundiários que têm as mãos sujas de sangue”.

Segundo o documento distribuído em João Pessoa, as entidades declaram que “ao contrário do que se espera de uma autoridade religiosa que ocupa a função de responsável pelo setor social da Igreja, o arcebispo Dom Aldo Pagotto vem perseguindo as pastorais sociais. O arcebispo diz que é contra a participação de religiosos na política, mas promove a defesa antecipada de políticos do PSDB envolvidos em escândalos, como Cícero Lucena (caso da Operação Confraria) e Cássio Cunha Lima (caso FAC e Canal da Redenção)”.

O documento distribuído pela Comissão Pastoral da Terra acusa o arcebispo de fazer gestão política para impedir a nomeação do ex-deputado frei Anastácio para o Incra. “Dom Aldo fez gestão junto a um senador para impedir a nomeação de Frei Anastácio para o Incra, e defende a nomeação de um latifundiário”.

O manifesto finaliza expressando a “defesa da reforma agrária, o trabalho das pastorais da Igreja e reprovar as atitudes de Dom Aldo Pagotto, ao tempo em que esperamos que reavalie, à luz do Evangelho, as suas práticas”.

Além de sindicatos e Comissão Pastoral da Terra, o documento é endossado pela Comunidade da Congregação Nossa senhora, Associação dos Trabalhadores Rurais dos Assentamentos da Arquidiocese da Paraíba e Comissão de Direitos Humanos da UFPB

Fonte: Paraíba online