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A 4ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, encomendada pelo Instituto Pró-Livro e feita pelo Ibope, analisou os hábitos de leitura de 5.012 brasileiros, de todos os estados do País. Entre outros dados, constatou-se que o número de leitores cresceu em 6%, entre 2011 e 2015, e que a média de livros lidos nos três meses que antecederam a pesquisa foi de 2,54.

Ao perguntar quais tipos de livros os leitores tinham lido no último ano, a pesquisa constatou que 42% deles leram a “Bíblia”, seguida por livros religiosos, de contos e romances – cada um citado por 22% dos entrevistados, que podiam indicar mais de uma opção. Curioso aqui notar que a “Bíblia” sequer entrou no gênero de religiosos. Claro que o livro pode ser lido de maneiras diversas – com viés histórico, sociológico, filosófico.. -, mas é evidente que a esmagadora maioria dos leitores que leem a “Bíblia” o fazem por questões ligadas à religião.

A “Bíblia” também encabeça os gêneros preferidos de pessoas de todas as faixas etárias (5 a 10, 11 a 13, 14 a 17, 18 a 24, 25 a 29, 30 a 39, 40 a 49, 50 a 69 e 70 e mais) e níveis de escolaridade (Fundamentai I, Fundamental II, Ensino Médio e Superior) abarcados pelo estudo. Foi ainda o título mais citado como última leitura dos entrevistados – 225 menções, seguido por “Diário de um Banana” e “Casamento Blindado”, ambos lembrados 11 vezes – e é a obra mais marcante da vida de 482 pessoas ouvidas – a segunda posição aqui ficou com “A Culpa é Das Estrelas”, mencionado em 56 oportunidades. Não bastasse, é diretamente responsável por uma das curiosidades da pesquisa: ao indicarem o autor do último livro que estavam lendo, alguns entrevistados (1%) citaram entidades religiosas normalmente ligas à “Bíblia”, como Jesus e Moisés.

[b]Até professores preferem a “Bíblia”[/b]

A Retratos da Leitura no Brasil também apresenta alguns recortes específicos sobre o hábito de leitura dos professores e profissionais da educação. Nessa categoria, a “Bíblia” também se destaca: ela que lidera, por exemplo, a lista dos 11 títulos mais citados pelos educadores, com 22 menções – “Esperança” está na segunda posição, com 5 citações.

Os autores mais citados na pesquisa foram Augusto Cury, João Ferreira de Almeida, Zibia Gasparetto, Padre Marcelo Rossi, Cristiane Cardoso, Paulo Coelho, Allan Kardec, John Green e Chico Xavier. A youtuber Kéfera Buchmann, autora do livro Muito Mais que Cinco Minutos, recebeu a mesma quantidade de menções que Machado de Assis, autor de Dom Casmurro, e Maurício de Souza, criador da Turma da Mônica.

Fonte: UOL