Oração
Oração

Uma pesquisa feita com moradores do Reino Unido apontou que uma a cada cinco pessoas que se declaravam céticas, recorriam a Deus nos momentos de crise.

O levantamento foi realizado pela ComRes à pedido da instituição cristã Tearfund e entrevistou 2.069 adultos.

As pessoas não religiosas que afirmaram orar em momentos difíceis, alegam que o fazem porque talvez haja a possibilidade do problema ser solucionado.

Para os ateus e os agnósticos, a crise pessoal ou a tragédia é a razão mais comum para eles recorrerem à oração, enquanto que um quarto deles admite que ora por conforto ou para se sentir menos solitários.

O número de pessoas que vão à  igreja na Grã-Bretanha caiu de 6,5 milhões para pouco mais de 3 milhões entre 1980 e 2015, de acordo com o site Faith Survey.

No entanto, mais da metade de todos os adultos no Reino Unido oram regularmente, apesar de apenas uma em cada três pessoas, orar em um local de culto.

O estudo também indicou que pelo menos metade dos habitantes do Reino Unido eventualmente fazem orações.

Um terço das pessoas ora pela manhã ou antes de ir dormir. As pessoas também são cada vez mais propensas a solicitar o apoio de Deus ao cozinhar ou exercitar.

E um em cada cinco ora enquanto está fazendo tarefas domésticas, enquanto 15 por cento oram enquanto se deslocam. 

A família é o principal assunto durante as orações. Mais de 70% das orações mencionam família.

As mulheres também costumam ser maioria, quando o assunto é orar. Enquanto 56% delas admitiram o hábito, apenas 46% dos homens o fizeram.

“Não devemos nos surpreender com essas descobertas recentes, que refletem o anseio humano pelo mistério e o amor de Deus em meio a experiências do cotidiano”, disse Rachel Treweek, bispo de Gloucester ao jornal The Guardian .

O capelão do arcebispo de Canterbury, Isabelle Hamley, disse que a oração é “principalmente uma linha de comunicação com Deus – pensando, refletindo, trazendo suas preocupações em uma imagem maior”

A pesquisa foi feita entre os dias 1º e 3 de dezembro. A entrevista levou em conta classe social, gênero, idade e região.

Fonte: The Guardian, Daily Mail e Pleno News