Religiões ao redor do mundo
Religiões ao redor do mundo

Um levantamento realizado pelo Centro de Pesquisas Pew, em Washington, indica que mais de um em cada cinco países tem uma religião oficial, sendo a maior parte deles islâmicos; e outros 20% têm uma religião preferencial. Por outro lado, 53% não têm religião oficial ou preferida, e 5% são hostis à religião. A maioria das 43 nações com religião oficial estão no Oriente Médio e no Norte da África, sendo que 27 países são islâmicos, 13 cristãos, dois budistas e um judeu.

São 13 países – incluindo nove na Europa -oficialmente cristãos; dois (Butão e Camboja) tem o budismo como religião do estado, e um (Israel) é oficialmente judeu. Nenhum país tem o hinduísmo como religião oficial.

O estudo diz que: “Em alguns casos, religiões oficiais têm papéis que são amplamente simbólicos. Mas, muitas vezes, a distinção vem com vantagens tangíveis em termos legais ou fiscais, apropriação imobiliária do estado ou de outras propriedades, e acesso à apoio financeiro pelo estado. Além disso, países com religiões estabelecidas tendem a regular mais severamente práticas religiosas, incluindo restrições de local ou banindo grupos de minorias religiosas”.

O documento prossegue: “Em poucos casos, a religião oficial de um país é principalmente um legado de seu histórico e que envolve atualmente poucos, se algum, privilégio conferido pelo Estado. E poucos outros países vão pelo outro caminho, fazendo sua religião oficial mandatória para todos os cidadãos”.

O cristianismo é a religião favorecida em 28 países dos 40 com uma crença preferencial. Mais da metade do total provê fundos ou recursos para programas de educação religiosa que beneficiam a crença em questão, e um terço provê recursos para estabelecimentos religiosos.

Em dez países, o estado regula de maneira firme instituições religiosas ou é ativamente hostil à religião. Entre esses, China, Cuba, Coreia do Norte e Vietnã. De acordo com o estudo, esses são lugares “onde agentes do governo controlam cultos, expressões públicas da religião e atividades políticas praticadas por grupos religiosos”.

Fonte: O Globo