Apontado como prejudicial para os trabalhadores, o Projeto de Lei 4.330 teve o apoio expressivo da bancada evangélica na Câmara.

O Projeto de Lei 4.330 que tramita na Câmara dos Deputados para regulamentar a terceirização do emprego teve uma aprovação inicial rápida na última semana – com apoio expressivo da bancada evangélica -, mas vem cercado de polêmica.

No texto do PL 4.330 está previsto que as empresas possam terceirizar os funcionários de todos os setores de seus departamentos, e não mais apenas os setores de apoio, como segurança e limpeza, por exemplo.

O projeto é apontado por centrais sindicais como uma descaracterização da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), pois forçaria muitos profissionais a abrirem pequenas empresas para fornecimento de serviços e, assim, não obrigar os patrões a recolherem direitos trabalhistas.

Essa proposta também é vista como possível causadora de redução salarial, uma vez que as empresas contratarão outras empresas para o fornecimento de funcionários especializados. Ou seja, o que uma empresa paga hoje apenas para o trabalhador, poderá optar por pagar a outra empresa, terceirizada, o que coloca um intermediador que também quer lucrar. O resultado seriam salários menores para quem for contratado pelas terceirizadas.

Na bancada evangélica, apenas 15 deputados federais votaram contra a proposta na primeira votação, segundo informações da jornalista Magali Cunha, do blog Mídia, Religião e Política. Foram eles: Antônio Bulhões (PRB-SP); Benedita da Silva (PT-RJ), Cabo Daciolo (PSOL-RJ), Christiane Yared (PTN-PR); Clarissa Garotinho (PR-RJ); Eliziane Gama (PPS-MA); Geovania de Sá (PSDB-SC); Lincoln Portela (PR-MG); Márcio Marinho (PRB-BA); Marcos Rogério (PDT-RO); pastor Jony (PRB-SE); pastor Marco Feliciano (PSC-SP); pastor Ronaldo Fonseca (PROS-DF); Ronaldo Martins (PRB-CE); pastor Sóstenes Cavalcante (PSD-RJ).

Os integrantes do bloco de evangélicos que votaram a favor da polêmica proposta somam 40 parlamentares, membros das mais diferentes denominações e de partidos de situação e oposição. O principal argumento de defesa do projeto gira em torno da possibilidade de maior especialização dos profissionais para cada área. Confira:

01. Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), Batista
02. Alan Rick (PRB-AC), Batista
03. Altineu Cortes (PR-RJ), Assembleia de Deus
04. Anderson Ferreira (PR-PE), Assembleia de Deus
05. André Abdon (PRB-AP), Assembleia de Deus
06. Aureo (SD-RJ), Metodista
07. Bruna Furlan (PSDB-SP), Congregação Cristã do Brasil
08. Carlos Andrade (PHS-RR), Assembleia de Deus
09. Carlos Gomes (PRB-RS), Universal
10. Cleber Verde (PRB-MA), Assembleia de Deus
11. Erivelton Santana (PSC-BA), Assembleia de Deus
12. Ezequiel Teixeira (SD-RJ), Projeto Vida Nova
13. Fábio Souza (PSDB-GO), Fonte de Vida
14. Francisco Floriano (PR-RJ), Mundial
15. Irmão Lazaro (PSC-BA), Batista
16. Jefferson Campos (PSD-SP), Evangelho Quadrangular
17. Jhonatan de Jesus (PRB-RR), Universal
18. João Campos (PSDB-GO), Assembleia de Deus
19. Jorge Tadeu Mudalen (DEM-SP), Internacional da Graça
20. Josué Bengtson (PTB-PA), Evangelho Quadrangular
21. Julia Marinho (PSC-PA), Assembleia de Deus
22. Laércio Oliveira (SD-SE), Presbiteriana
23. Leonardo Quintão (PMDB-MG), Presbiteriana
24. Lindomar (Garçon) Barbosa Alves (PMDB-RO), Evangelho Quadrangular
25. Manato (SD-ES), Cristã Maranata
26. Missionário José Olimpio (PP/SP), Mundial
27. Nilton Capixaba (PTB-RO), Assembleia de Deus
28. Onyx Lorenzoni (DEM-RS), Luterana
29. Pastor Eurico (PSB-PE), Assembleia de Deus
30. Pastor Gilberto Nascimento (PSC-SP), Assembleia de Deus
31. Prof. Victório Galli (PSC-MT), Assembleia de Deus
32. Roberto Alves (PRB-SP), Universal
33. Ronaldo Nogueira (PTB-RS), Assembleia de Deus
34. Rosangela Gomes (PRB-RJ), Universal
35. Sérgio Brito (PSD-BA), Batista
36. Sérgio Vidigal (PDT-ES), Batista
37. Stefano Aguiar (PSB-MG), Evangelho Quadrangular
38. Tia Eron (PRB-BA), Universal do Reino de Deus
39. Vinicius Carvalho (PRB-SP), Universal
40. Washington Reis (PMDB/RJ), Assembleia de Deus

[b]Fonte: Gospel Mais[/b]