O problema da pobreza e a insegurança na região causam dor e tristeza na Igreja Católica, diz documento da assembléia do Secretariado Episcopal da América Central, reunida no início do mês.

“A desigualdade social produz exclusões sobretudo à maioria de camponeses e indígenas”, diz o texto.

Os bispos entendem que pobreza e violência estão vinculadas ao aumento do narcotráfico e o crime organizado, e que jovens sem emprego sal tentados pelo dinheiro fácil do narcotráfico.

Os líderes religiosos também se mostraram preocupados com o drama que sofrem os migrantes da região que partem em procura de empregos para viver dignamente, protagonizando dramas humanos incríveis todos os dias nas fronteiras.

“Não vemos que os governos tenham programas de desenvolvimento integral sustentáveis, em que realmente se procure o bem-estar das pessoas, senão que são programas de desenvolvimento que privilegiam o lucro pessoal, o comércio e o ganho exagerado. O problema das migrações está relacionado com o problema da exclusão social e a pobreza”, expressam.

O documento denuncia a exploração da mineração a céu aberto em procura de ouro e prata, o que prejudica o meio ambiente e põe em risco a saúde e a vida das pessoas, quando os benefícios econômicos não são os países donos das riquezas, mas as empresas multinacionais.

Fonte: ALC