Onze milhões de crianças com menos de cinco anos morrem anualmente por causa da pobreza, e sete milhões não chegam ao 1º ano de vida, denunciaram várias ONGs espanholas no Dia Universal da Criança, comemorado nesta segunda-feira, 20.

Segundo a organização Ajuda em Ação, os países-membros das Nações Unidas se comprometeram em 2000, na Cúpula do Milênio, a reduzir em dois terços a mortalidade infantil em 2015, o que, segundo a ONG, ainda está muito longe de ser alcançado.

Os dados indicam que todos os dias morrem mais de 30 mil menores de cinco anos, o que representa cerca de 11 milhões de mortes anuais.

Setenta por cento das mortes devem-se à desnutrição ou a doenças facilmente evitáveis em países ricos, como infecções respiratórias, diarréias ou malária.

A organização Mãos Unidas revelou que 7 milhões de crianças não chegam ao seu primeiro aniversário, e que no mundo 15 milhões de meninos e meninas ficam órfãos devido à aids, a maioria na África Subsaariana.

A instituição destacou também que 130 milhões de crianças não freqüentam a escola, e que 82 milhões de meninas têm a infância interrompida devido aos casamentos precoces. Além disso, 246 milhões de crianças trabalham, das quais 72 milhões têm menos de 10 anos.

Cinqüenta anos depois de as Nações Unidas instituírem o Dia Universal da Criança “os direitos fundamentais da infância continuam sendo desrespeitados, inclusive nos países desenvolvidos” acrescentou, por sua vez, a ONG Intervida.

O grupo lembrou que o dia 20 de novembro também é aniversário da Declaração dos Direitos da Criança, aprovada em 1959.

O aniversário, afirmou, se comemora em uma sociedade onde a infância é ameaçada pelas guerras, trabalho infantil, exploração sexual e outras formas de violência.

Os direitos das crianças entre grupos que pertencem a minorias, como refugiados e meninos de rua, são os mais vulneráveis.

A Intervida concluiu que é difícil determinar o número exato de meninos de rua, mas que alguns organismos, como a Unicef, calculam que gira em torno de 100 milhões no mundo todo.

Fonte: Estadão