A Polícia Civil abriu inquérito em Sinop para apurar a acusação de que o padre Jair Todescatt, pároco na cidade, estaria mantendo relações sexuais com uma adolescente de 15 anos. A denúncia partiu da família da jovem.

O pai da menina representou contra o padre na delegacia e, se indiciado, ele responderá pelo crime de corrupção de menor. Hoje deve ser ouvida a primeira testemunha no caso.

De acordo com a escrivã Márcia Pessoa, que ouvirá os envolvidos no caso, a testemunha que será interrogada hoje é uma pessoa bastante próxima da família e que teria sido a “confidente” da vítima desde o início do provável caso entre a menor e o religioso. Por enquanto essa é a primeira testemunha do caso. “Até o momento, temos somente uma testemunha, pois o que tenho são apenas informações da ocorrência de um possível crime. Durante as investigações com certeza surgirão outras testemunhas”. Na próxima semana, a mãe da vítima e a própria adolescente deverão ser ouvidas em depoimento.

A Polícia Civil tem o prazo de 30 dias para concluir o inquérito e, conforme explicou o delegado responsável pelo caso, Thormires de Godoy, após todas as testemunhas e vítima serem ouvidas, o acusado será intimado para prestar esclarecimento. “Caso ele esteja desaparecido ou não compareça à delegacia na data marcada para o depoimento, poderemos até pedir sua prisão temporária”.

Desde o dia 19 de outubro, o padre Jair Todescatt está suspenso das atividades da Paróquia São Cristóvão, de Sinop, devido às acusações de manter relacionamento sexual com uma jovem de 15 anos. Ele deixou de ser o responsável pela paróquia desde quando os pais da jovem descobriram o caso e procuraram a polícia e o Ministério Público Estadual (MPE) para que providências fossem tomadas.

A mãe da jovem, que preferiu não ser identificada, contou à reportagem que teve conhecimento do relacionamento entre sua filha e o pároco após saber por uma amiga que o padre teria levado sua filha a um baile em uma comunidade rural. Segunda a mãe, a jovem admitiu que mantinha relações sexuais com o padre, pois cedeu às inúmeras tentativas de aproximação que o mesmo fazia, desde quando começou a participar dos eventos da igreja estudando para fazer a primeira eucaristia e fazendo parte do grupo de jovens da paróquia, em junho deste ano.

Quando os pais da jovem descobriram o caso, o padre teria ameaçado a menor e dado dinheiro a ela para que fugisse da cidade. A jovem chegou a ir para a casa da madrinha, em Alta Floresta, mas no mesmo dia voltou para a casa dos pais, por insistência da madrinha.

O padre também falou com a reportagem e nega que tenha mantido qualquer relação sexual com a menina. Por telefone, ele explicou que o único relacionamento que teve com ela foi porque a jovem o teria procurado para falar de problemas familiares, pelos quais estaria passando. Disse que nunca a ajudou a fugir para Alta Floresta e que não a levou para baile algum, mas que deu carona a todo o grupo de jovens, do qual ela fazia parte.

O bispo Dom Gentil de Lazare, responsável pela Diocese de Sinop, foi procurado para falar sobre o caso, mas disse que vai esperar uma posição do advogado da Diocese para se pronunciar.

Fonte: Diário de Cuiabá