A Polícia de Jerusalém cancelou a Parada Mundial do Orgulho Gay, um dia após ter sido convocada, porque a data prevista para o desfile – 21 de setembro – é muito próxima ao Ano Novo Judaico e representa um problema a mais na segurança.

A direção da Polícia se reuniu nesta terça-feira para estudar a questão da segurança do desfile, um dia depois de saber da convocação através da imprensa, e chegou à conclusão de que era melhor não autorizar a marcha.

A data prevista cairia dois dias antes do Ano Novo Judaico – o Rosh Hashanah -, e nesta data a Polícia já estaria preparando em Jerusalém o esquema de segurança extraordinário adotado em festas judaicas.

Por esse motivo, a Polícia comunicou ontem que teria que cancelar a marcha, mas que estava aberta a considerar outras datas.

É a terceira vez que a Parada Mundial do Orgulho Gay é suspensa em Jerusalém por motivos de segurança.

Há um ano, a suspensão foi devido à operação de desligamento de Gaza, que envolveu grande parte das forças de segurança. Em meados desse ano, o que forçou a desconvocação do desfile pela segunda vez foi o conflito no Líbano.

Os grupos de homossexuais querem realizar em Jerusalém um ato de alcance comparável à celebração do Dia do Orgulho Gay no Vaticano, no ano em que se lembrou o segundo milênio do Cristianismo.

Na ocasião, representantes das três religiões monoteístas – judaica, cristã e muçulmana – para as quais Jerusalém é uma cidade santa, tentaram impedir a marcha, mas as autoridades civis garantiram sua realização.

No entanto, a oposição dos grupos religiosos, principalmente dos setores ortodoxos, torna necessários os fortes esquemas de segurança.

Segundo a Polícia, a organizadora do evento – a chamada Casa Aberta, um centro de encontro para gays, lésbicas e transexuais, onde são oferecidos serviços sociais e até religiosos – não consultou as forças de segurança antes de anunciar o desfile em 21 de setembro.

Fonte: EFE