O casal tirou as roupas, quebrou as imagens e ainda sentou na cabeça de uma delas.

A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar a ação de um casal durante a Marcha das Vadias no último sábado (27), em Copacabana, zona sul do Rio, em que imagens de santos foram danificadas.

Eles tiraram as roupas, quebraram as imagens e ainda sentaram na cabeça de uma delas. A marcha ocorreu durante a concentração de peregrinos para a 1ª missa da Jornada Mundial da Juventude com o papa Francisco. O caso é investigado pela 12ª DP (Copacabana).

[img align=left width=300]http://imguol.com/c/noticias/2013/08/02/a-policia-civil-abriu-um-inquerito-para-investigar-a-acao-de-um-casal-durante-a-marcha-das-vadias-no-dia-27-de-julho-em-copacabana-zona-sul-do-rio-em-que-imagens-de-santos-foram-danificadas-eles-1375469197751_615x300.jpg[/img]A edição deste ano reuniu cerca de 1.500 pessoas na orla de Copacabana. As ativistas protestavam contra a política da Igreja Católica e reivindicavam o Estado laico. Durante a marcha houve, distribuição de camisinhas, mulheres se beijando e cartazes a favor do aborto.

Um peregrino cuspiu no rosto de uma manifestante, mas, em resposta à agressão, as mulheres dançaram mostrando os seios e as nádegas.

A ação do casal que quebrou as imagens não teve relação com as organizadoras do evento, segundo nota em sua página do Facebook. “Tínhamos o compromisso com a segurança das pessoas e fizemos tudo o que esteve ao nosso alcance para garantir isso, seja de quem estava apenas marchando, seja de quem estivesse performando. Acreditamos e defendemos a liberdade de expressão artística, religiosa, de consciência, de pensamento, de crítica, de vestimenta, e todas as liberdades civis individuais e coletivas garantidas pela Constituição Cidadã de 1988”, dizia o texto.

O artigo 6º da Constituição diz que “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”.

O artigo 208 do Código Penal prevê pena de prisão de um mês a um ano, ou multa, para quem “vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso”.

[b]Fonte: UOL[/b]