A Polícia Civil já solicitou à Justiça do Rio Grande do Sul a conversão de prisão temporária para preventiva do ex-padre João Marcos Porto Maciel, conhecido como Dom Marcos.

O ex-pároco foi indiciado na terça-feira (3) por estupro de vulnerável, posse irregular de armas e estelionato, e também por racismo em um processo à parte.

Segundo ressaltou o delegado responsável pelo caso, Fabrício de Santis Conceição, ao portal G1, a polícia apurou que Dom Marcos poderia deixar a Penitenciária de Caçapava do Sul, onde está desde dezembro do ano passado, e sair do país. “Ele fez contatos, estaria se articulando para poder fugir”, disse o delegado.

[b]Entenda o caso [/b]

O religioso, excomungado da Igreja Católica e expulso da Igreja Anglicana, já atuou em uma igreja de Novo Hamburgo e havia sido acusado publicamente neste ano por um empresário que lançou um livro relatando os supostos abusos. Durante a operação policial, o ex-padre foi encontrado em uma congregação de Caçapava do Sul, que havia fundado para receber menores de idade em situação de vulnerabilidade social.

De acordo com o delegado Fabrício de Santis Conceição, pelo menos seis pessoas teriam sido vítimas do suspeito quando eram menores de idade. Na época, as vítimas faziam parte do convívio do suspeito, com quem tinham aulas de música.

[b]Fonte: Diário de Canoas[/b]