A Polícia do Egito prendeu na madrugada do último sábado três ativistas cristãos acusados de “propagar idéias radicais com o objetivo de instigar um conflito religioso” no país, afirmou à Agência Efe o advogado dos presos, Mamduh Ramzi.

Os acusados são o advogado da Organização de Cristãos do Oriente Médio (MECA, sigla em inglês), identificado como Mamduh Azmi, detido em Alexandria, e dois membros do mesmo organismo, presos no Cairo. A organização defende os direitos da minoria cristã no Egito.

Ramzi disse que, depois de várias horas de interrogatórios, a Procuradoria de Segurança do Estado ordenou que os homens ficassem detidos durante 15 dias, tempo que poderia ser renovado no dia 24 de novembro.

Segundo o advogado, entre as acusações estão a de divulgar informações falsas que podem causar danos ao patrimônio público e participar da publicação pela internet de um Alcorão falsificado.

As novas prisões ocorreram depois que, no dia 5, as autoridades libertaram o diretor da entidade, Adel Fawzi, e o fotógrafo do site da Organização dos Coptas Unidos, Peter Izzat Hanna, após terminar o período máximo de três meses de prisão preventiva pela acusação de proselitismo entre os muçulmanos.

“Acho que voltaram a deter outros membros da organização só para assustá-los, mas também vão soltá-los porque não há provas como gravações ou relatórios com suas assinaturas”, disse Ramzi.

Os coptas são a comunidade cristã do Egito e do norte da África.

A Organização de Cristãos do Oriente Médio é um dos grupos que defendem os interesses da minoria copta no Egito, que representa um sexto da população e denuncia discriminação pela maioria muçulmana.

Fonte: Portas Abertas