O subsecretário da Economia italiano, Paolo Cento, pediu esta semana, que seja reaberto o debate sobre alguns “privilégios” fiscais de que a Igreja Católica usufrui no país.

“A Igreja acumulou alguns privilégios e seria interessante reabrir um debate sobre a questão, para rever tais “concessões” _ disse Paolo Cento, que propôs que a questão seja debatida durante as reuniões do Parlamento sobre a próxima lei orçamentária.

Cento recordou que a União Européia já pediu explicações à Itália sobre os presumíveis benefícios de que goza a Igreja Católica, em matéria de impostos.

Na Itália vigora uma lei, promulgada pelo governo de Silvio Berlusconi, em 2005, que isenta a Igreja de pagar o imposto sobre os bens imóveis, dos edifícios de sua propriedade.

A mesma lei prevê um desconto de 50% do imposto de renda das sociedades e a isenção do imposto IVA (que corresponderia ao nosso imposto de circulação de mercadorias) para as instituições _ entre elas, as eclesiais _ que prestam assistência ou beneficência, além de reconhecer a mesma isenção para as estruturas hospitalares e educacionais.

Para o subsecretario da Economia, é necessário separar as atividades puramente religiosas, que poderiam usufruir de um regime fiscal especial, das atividades de cunho nitidamente econômico e comercial, que _ segundo Cento _ não deveriam gozar dos mesmos “privilégios”. “Estas últimas _ asseverou o político italiano _ deveriam estar submetidas ao mesmo regime fiscal dos demais contribuintes.”

Fonte: Rádio Vaticano