A equipe da Portas Abertas testemunhou cenas emocionantes ao encontrar os pais das vítimas do ataque a uma universidade no Quênia e falou com líderes da igreja local. “A situação é muito tensa e nós estamos vendo coisas de partir o coração”, relatou o líder da equipe de visita.

Os cristãos estavam confusos e com medo por conta de um aviso emitido para as igrejas de um possível ataque no domingo de Páscoa. A equipe da Portas Abertas participou de alguns cultos e, felizmente, nenhum incidente foi relatado. Apesar disso, foi imposto um toque de recolher do anoitecer até o amanhecer.

[img align=left width=300]https://www.portasabertas.org.br/images/1120054/06_Kenya_Reuters.jpg[/img]Outros membros da equipe visitaram, oraram e encorajaram alguns dos feridos que haviam sido transferidos para hospitais em Nairóbi. A equipe também visitou uma casa funerária onde presenciou cenas fortes, de pais que, apoiados pela família e amigos, tentavam identificar seus filhos. Esse processo tem sido bastante desafiador e traumático devido ao tipo de ferimentos sofridos pelas vítimas, a explosão e a má preservação por causa do calor.

Depois de procurar por três dias, um pai ainda não tinha encontrado o corpo de seu filho no momento em que os colaboradores da Portas Abertas falaram com a família. O tio do menino disse: “Eu não consigo encontrar palavras. Por agora, só queremos encontrar o seu corpo. Mas, buscar pelos corpos qualquer marca que o identifique é doloroso demais, é uma tortura. Que Deus nos ajude a encontrá-lo!”

“A partir de nossas conversas, parece que o número de vítimas pode ser maior do que as 148 divulgadas na mídia, mas vai demorar algum tempo para confirmarmos essa informação. Autoridades quenianas não divulgaram uma lista de nomes das vítimas e ainda existem alguns estudantes desaparecidos”, afirmou um dos colaboradores.

O ataque aconteceu para frear ainda mais a presença cristã na área. Incidentes recentes em Mandera e Wajir, no final do ano passado, provocaram uma crise social, uma vez que os cristãos que foram transferidos para outras partes do Quênia optaram por ir embora do país.

Ore pela graça de Deus sobre os pais que estão enfrentando circunstâncias tão difíceis.

[b]Fonte: Portas Abertas Internacional[/b]