Templo foi construído em terreno que teria sido doado pela União à cidade. Executivo, no entanto, afirmou que local ainda pertence ao governo federal.

A Prefeitura de Piracicaba (SP) se eximiu de responsabilidades sobre a igreja do Ministério Peniel, que teria sido construída em área da União, no bairro IAA. O problema se arrasta desde 2012 e Executivo e governo federal fazem “jogo de empurra”, atribuindo responsabilidade um ao outro. Tudo começou quando o templo evangélico estava em construção. Atualmente, o local está finalizado e funciona três vezes por semana sem que as instituições tenham chegado a uma decisão. Procurado duas vezes pela reportagem, no dia 28 de março e nesta sexta-feira (4), o pastor responsável pelo lugar não foi encontrado para comentar o assunto.

[img align=left width=300]http://s2.glbimg.com/9jPBUWCijLGWaAEpWbWMaehg4AQ=/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2014/04/04/dsc_0788.jpg[/img]Em 2012, um morador do bairro denunciou que uma igreja ligada ao Ministério Peniel era construída no terreno da Rua João Pedro Correa de forma irregular. A União confirmou, na época, que os lotes tinham sido transferidos à Prefeitura, que usou a área doada para construir uma Unidade Básica de Saúde (UBS), um galpão e uma escola. A obra da igreja chegou a ser embargada, mas retomada dias depois.

Apesar de a Superintendência do Patrimônio da União (SPU) ter confirmado a ilegalidade na obra, o órgão tinha informado que cabia à cidade executar a reintegração de posse. A Prefeitura, no entanto, disse na época que aquele terreno não estava entre lotes doados e que ainda são de responsabilidade da União.

Em junho de 2013, Ana Lúcia dos Anjos, que chefia a SPU em São Paulo disse que o problema se arrastava por que a Prefeitura havia perdido os documentos que possibilitavam a retomada da área. Ela ainda defendeu, na época, que o Estado é laico e só poderia ceder o terreno se houvesse finalidade exclusivamente social.

[b]Ocupantes do local[/b]

Em junho Rose Bispo, mulher do pastor responsável pela Peniel, afirmou que o terreno foi uma espécie de herança de família. Ela ainda ressaltou que toda a obra aconteceu sem que o poder público fizesse qualquer notificação aos proprietários.

[b]União[/b]

A reportagem tenta contato com a SPU há uma semana. Além de não atender ligações, Ana Lúcia dos Anjos não retornou aos recados deixados na caixa de mensagens e também não respondeu a um e-mail questionando o fato.

[b]Fonte: G1[/b]