O presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), d. Geraldo Lyrio Rocha, defendeu nesta segunda-feira apurações em torno das denúncias contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Renan é acusado de usar o lobista da Mendes Júnior, Cláudio Gontijo, para pagar aluguel e pensão à jornalista Mônica Veloso, com quem o peemedebista tem uma filha. “Todas as acusações, sejam a quem for, precisam ser verificadas a fundo”, disse d. Geraldo.

No entanto, o presidente da CNBB afirmou que é preciso dar direito à presunção da inocência. “Todo mundo precisa ser considerado inocente até comprovada a culpa, isso vale para todos.”

Dom Geraldo se reuniu hoje com o ministro Tarso Genro (Justiça) por cerca de meia hora para tratar de medidas de combate à violência.

Questionado sobre o processo contra Renan, Tarso evitou comentar o assunto. “Não é o caso do Ministério da Justiça se manifestar sobre uma questão interna do Legislativo.”

O presidente do Senado é acusado de quebra de decoro parlamentar pelo PSOL. O presidente do Conselho de Ética da Casa, Sibá Machado (PT-AC), assumiu hoje interinamente a relatoria do processo contra Renan.

O relator do caso, senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA), pediu afastamento do Conselho de Ética por dez dias. Ele passou mal no sábado e alega estar com problemas de saúde para não participar das atividades do conselho nos próximos dias.

Sibá disse que vai designar amanhã um relator para substituir interinamente Cafeteira no caso. A expectativa inicial era que Sibá escolhesse ainda hoje um substituto para Cafeteira, já que o conselho ouve na tarde de hoje o lobista Cláudio Gontijo.

Fonte: Folha Online