A recente votação da UNESCO (ONU) – que ignora ligações históricas dos judeus com o Monte do Templo, em Jerusalém – foi novamente criticada pelo Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em seu aniversário de 67 anos, quando ele visitou o sítio arqueológico de Tel Gezer, com sua esposa e seus dois filhos.

[img align=left width=300]https://thumbor.guiame.com.br/unsafe/840×500/smart/media.guiame.com.br/archives/2016/10/23/407716083-benjamin-netanyahu.jpg[/img]Depois de receber uma explicação sobre as descobertas no local, Netanyahu enviou um ‘recado’ para UNESCO.

“Atenção, UNESCO! Estamos em frente ao Portão de Salomão, na cidade de Gezer, e está escrito na Bíblia, que o rei Salomão construiu os muros de Jerusalém, Gezer e outras cidades em Israel. Mas, certamente, isso deve ter sido mais uma propaganda sionista”, ironizou.

“Estamos aqui hoje, milhares de anos depois e vamos ficar aqui”, disse ele. “Eles não vão apagar a nossa história. Nós aqui, e permanecerá aqui”.

[b]Apoio na Europa
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A declaração de Netanyahu foi acompanhada de um posterior pedido de desculpas do Primeiro-Ministro da Itália, Matteo Renzi. Ele afirmou que “dizer que o povo judeu não tem nenhuma ligação com Jerusalém é como dizer que o sol cria a escuridão”.

Netanyahu falou com Renzi para agradecê-lo por uma carta que ele escreveu, dizendo que a abstenção da Itália na recente votação da UNESCO sobre Israel foi um erro que não iria mais se repetir. A medida propõe cortar qualquer ligação judaica com o Monte do Templo, em Jerusalém.

De acordo com um comunicado publicado pelo Gabinete do Primeiro-Ministro Renzi, a Itália vai tentar influenciar outros países europeus a votarem contra resoluções anti-Israel como esta no futuro.

A Itália foi um dos seis países da União Europeia que se abstiveram sobre a resolução, enquanto outros cinco – Grã-Bretanha, Alemanha, Holanda, Estónia e Lituânia – votaram contra.

Netanyahu disse a Renzi “existem limites para o teatro do absurdo” (modo como o primeiro-ministro israelense classificou a resolução) e que os países que se respeitam e prezam pela verdade não devem apoiar medidas como esta.

“Esta não é uma questão de política, mas de fatos históricos”, disse Netanyahu.

O Gabinete do Primeiro-Ministro israelense disse aprecia a liderança que Itália está demonstrando, como parte do processo positivo de mudar o padrão de votos automáticos contra Israel em fóruns internacionais. O comunicado também mostra que Netanyahu reconheceu que a mudança nos padrões de voto em instituições da ONU pode levar anos e incluir decepções, mas essas mudanças já começaram.

[b]Reação imediata
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Logo após a resolução ser votada e aprovada na UNESCO, Netanyahu tratou de se pronunciar, repudiando a medida.

“Obviamente, eles nunca leram a Bíblia”, disse o Primeiro-Ministro. “Mas gostaria de aconselhar os membros da UNESCO a visitarem o Arco de Tito, em Roma, onde eles podem ver o que os romanos levaram para lá, depois de terem destruído e saqueado o Monte do Templo há dois mil anos. É possível ver gravado no arco o menorah de sete braços, que é o símbolo do povo judeu, bem como o símbolo do Estado judaico hoje”.

“Certamente a UNESCO vai dizer que o imperador Tito era uma parte da propaganda sionista”, continuou Netanyahu.

“Dizer que Israel não tem conexão com o Monte do Templo e Muro das Lamentações é como dizer que a China não tem conexão com a Grande Muralha da China ou que o Egito não tem conexão com as pirâmides. Com esta decisão absurda, a UNESCO perdeu o pouco de legitimidade que alguma vez já teve. No entanto, acredito que a verdade histórica vai prevalecer”, encerrou.

[b]Fonte: Guia-me[/b]