A professora britânica Gillian Gibbons, detida no Sudão por permitir que seus alunos pusessem o nome do profeta Maomé em um urso de pelúcia, obteve o perdão presidencial, informou hoje a “BBC”.

A notícia da libertação de Gillian foi divulgada após dois parlamentares britânicos muçulmanos se reunirem com o presidente sudanês, Omar al-Bashir, a quem pediram a libertação da professora.

O trabalhista Nazir Ahmed, o primeiro muçulmano a chegar à Câmara dos Lordes, e a baronesa Sayeeda Hussain Warsi, do Partido Conservador, viajaram a Cartum para se reunir com Bashir e visitar a professora, de 54 anos.

Segundo a imprensa britânica, um assessor presidencial sudanês disse que a professora será libertada ainda hoje.

O porta-voz do Conselho Muçulmano do Reino Unido, Inayat Bunglawala, disse hoje que Gillian nunca deveria ter sido detida.

“Será maravilhoso tê-la outra vez no Reino Unido. Tenho certeza que será bem-vinda tanto por muçulmanos como por não muçulmanos depois dos terríveis momentos passados nas mãos das autoridades sudanesas”, ressaltou Bunglawala.

Gillian Gibbons foi detida há oito dias por permitir que seus alunos chamassem um urso de pelúcia pelo nome de Maomé. Pouco depois, um tribunal sudanês condenou a professora a 15 dias de prisão.

Fonte: EFE