Cerca de 2 mil pessoas se reuniram nesta terça-feira diante do Parlamento húngaro para pedirem a renúncia do primeiro-ministro Ferenc Gyurcsány, como parte de um movimento que vem perdendo o apoio com o decorrer do tempo.

Os manifestantes se reúnem desde 17 de setembro em frente à sede do Legislativo para exigirem a renúncia de Gyurcsány, que admitiu que mentiu para garantir a vitória nas eleições de abril de 2006.

Durante os últimos dias, pelo menos cinco organizações se apresentaram como representantes dos manifestantes, o que levou à critica das mesmas pelos que pedem unidade na liderança dos protestos.

Uma das organizações encaminhou um pedido ao Presidente da República, László Sólyom, exigindo a substituição de Gyurcsány, a formação de um Governo interino e a convocação de uma assembléia nacional constituinte.

Já o escritório de imprensa de Sólyom rejeitou hoje o pedido, argumentando que o presidente não tem poder para substituir o chefe de Governo.

Com relação à assembléia nacional constituinte, a declaração diz que esta instituição “não é reconhecida pela Constituição”, o que tornaria uma reunião desta natureza anticonstitucional.

A declaração também afirma que “o conceito de Governo interino não existe na ordem constitucional húngara”.

A situação política deve ficar ainda mais complicada com a realização das eleições municipais por todo o país, no dia primeiro de outubro, o que explica que os partidos políticos estejam se acusando mutuamente pela responsabilidade dos protestos.

Segundo a lei eleitoral húngara, desde o sábado anterior às eleições (que acontecem no próximo domingo), está proibida a campanha eleitoral, embora os organizadores tenham anunciado que as manifestações continuarão durante o próximo fim de semana.

Fonte: EFE