Símbolos minimalistas ao estilo das placas de trânsito indicam “proibido saltar da ponte” ou “proibido suicidar-se com eletricidade”. Estas são algumas das imagens da campanha de divulgação do filme “Wristcutters: A Love Story” (em tradução livre, cortadores de pulso: uma história de amor), comédia independente de Goran Dukic na qual um grupo de suicidas se encontra no caminho para o purgatório.

Até o momento, 15 grupos norte-americanos de prevenção ao suicídio – entre os quais a Aliança Nacional para os Doentes Mentais e a Fundação Americana de Prevenção ao Suicídio (ASFP) – protestaram contra as “placas”, que deveriam ser instaladas nas estradas norte-americanas a partir de julho, escreve o “Hollywood Reporter”.

“As pessoas freqüentemente fazem piada com as doenças mentais e com o suicídio, mas não com as outras causas de morte”, reclama Robert Gebbia, porta-voz da ASFP. “Nos últimos 30 anos de pesquisa constatamos que os retratos que os meios de comunicação fazem dos suicidas podem inadvertidamente ser perigosos para indivíduos frágeis, os quais podem até chegar a repetir o ato”, acrescentou.

Courtney Solomon da After Dark Fims, co-produtora do filme, procura remediar a polêmica. Para isso, planeja organizar projeções de “Wristcutters: A Love Story” para as associações que protestaram e pedir a opinião delas sobre como “corrigir” a campanha de divulgação. “O filme se desenvolve no purgatório e a sua mensagem é que o amor é melhor que o suicídio”, disse Salomon, segundo o qual a visão do filme pode se revelar benéfica ao desencorajar o ato.

Fonte: UOL