O promotor de Justiça de Mato Grosso do Sul Sílvio Amaral Nogueira de Lima ofereceu denúncia contra sete pessoas, acusadas de pertencerem a uma quadrilha de estelionatários que se apresentavam como falsos pastores da IURD (Igreja Universal do Reino de Deus), que seria responsável por lesar um produtor rural do Estado em US$ 73 mil.

O promotor pediu, ainda, que seja decretada a prisão preventiva de Marcos Lopes Couto, acusado como líder do grupo e que estaria foragido.

Além de Couto, foram denunciados Jammile Duarte Alves, Élcio de Souza Silva, Miriam Nunes Torres, Pedro Galdino dos Santos, Adriano Rodrigues Fim e Lindalva da Silva Oliveira. Eles são acusados de, no dia 20 de abril, associados em quadrilha ou bando, realizarem negociações e dissimulações que levaram a vítima do golpe a um erro, obtendo vantagem ilícita e resultando no prejuízo em questão. O grupo teria mantido vários contatos com a vítima, convencendo-a que faziam parte dos quadros da Igreja Universal em Mato Grosso do Sul e que tinham interesse em trocar o dinheiro arrecadado na instituição por dólares americanos.

Jamille Alves, conforme a denúncia, apresentou-se como “Jacqueline”, Pedro dos Santos como “Pastor Manoel” e Adriano Fim como “Pastor Fernando”, e tentaram convencer o empresário sobre as vantagens do negócio. No início da semana anterior ao golpe, o “Pastor Manoel” entrou em contato com a vítima e informou que teria arrecadado R$ 210 mil na Igreja, que gostaria de trocar por dólares. O “Pastor Fernando” seria o contato, confirmando em contatos posteriores o valor anunciado pelo comparsa.

No dia do golpe, “Jacqueline”, Adriano Fim e Marcos Couto teriam se dirigido ao escritório da vítima, levando uma maleta com o dinheiro da transação. Os R$ 210 mil teria sido mostrados para a vítima do golpe ainda no carro dos autores. O empresário informou que não conseguiu os US$ 83 mil previamente acordados, e sim US$ 73 mil. Fim relatou que não haveria problema, confiando que o restante do dinheiro seria levado à Igreja, e em seguida deixou a maleta no chão. A vítima, por sua vez, colocou a maleta com dólares no veículo dos acusados.

Enquanto a vítima pedia a um sócio que conferisse o dinheiro, partiu em perseguição dos denunciados, e veio a saber mais tarde que o dinheiro era falso. Ao entrar em contato com Adriano Fim, este disse que era o “procedimento da Igreja”, e que em poucos minutos mandaria o dinheiro verdadeiro, o que não aconteceu. De acordo com a denúncia do MPE, a quadrilha pretendia aplicar mais três golpes em Campo Grande e um em Aquidauana, sendo que Marcos Costa e Adriano Fim teriam vindo à Capital atendendo a chamado de Jamille Alves, unicamente para cometerem o crime.

Fonte: Rádio Grande FM