Depois das votações, o Quênia espera agora os resultados do referendo desta quarta-feira. Quase 12,5 milhões de eleitores foram chamados a pronunciar-se sobre a nova Constituição e fizeram-no tranquilamente.

Ao longo do dia, as assembleias de voto registraram longas filas. Os olhos estavam postos, sobretudo, no Vale de Rift, centro dos motins pós-eleitorais de 2007, que fizeram 1300 mortos.

Quatro questões são contenciosas na proposta da nova constituição queniana, e são questionadas pelas igrejas do país. Os líderes cristãos alertaram o governo, dizendo que a falha em lidar com essas questões antes da votação conduzirá o Quênia a uma queda.

Apesar de os quenianos estarem esperando uma nova constituição desde a independência em 1963, tanto a igreja quanto partidos políticos falaram contra algumas questões que foram ignoradas pelo parlamento no início desse ano, quando votaram secretamente no projeto.

Os debates mais importantes levantados pela igreja são a inclusão de tribunais muçulmanos, mudanças nas cláusulas de liberdade religiosa, leis de aborto e divisão de propriedades baseada na etnia. Apesar de o governo e partidos admitirem que essas questões são importantes, eles insistem que as emendas podem ser feitas após a votação do referendo.

Pesquisadores afirmam que a inclusão de tribunais muçulmanos khadi colaboraria para a implantação da lei sharia (lei islâmica). Se esses tribunais forem permitidos em todo o país, os muçulmanos governarão com suas próprias leis.

Outra preocupação envolve as mudanças na legislação relacionada à liberdade religiosa. Na nova constituição, a liberdade de alguém propagar sua fé, mesmo dentro de sua própria instituição religiosa, foi revista. A maior parte dos muçulmanos apoia essa decisão, mas os cristãos afirmam que, se essa cláusula for aprovada, as igrejas em áreas dominadas por muçulmanos serão severamente limitadas na prática de sua fé, e podem perder suas instituições educacionais.

Pesquisas indicaram que os quenianos em geral votaram para que a constituição seja aprovada. Independente do resultado, os cristãos estão preocupados com o futuro. A Igreja no Quênia e os cristãos no país precisam de oração.

[b]Fonte: Missão Portas Abertas [/b]