Vereadora em Recife (PE), Michele Collins - 2017
Vereadora em Recife (PE), Michele Collins - 2017

O requerimento apresentado pela vereadora da bancada evangélica, Michele Collins (PP) para pedir ao Ministério da Educação que retire expressões relativas à identidade de gênero da Base Nacional Comum Curricular, provocou divergência entre os vereadores em Recife, capital de Pernambuco.

“A ideologia de gênero quer colocar para as crianças nas escolas que elas podem ser o que elas quiserem, segundo sua construção cultural. Isso é só a ponta do iceberg. Nós temos um compromisso com a família e não podemos concordar. Queremos que as crianças aprendam e tenham respeito a quem é diferente, mas não queremos que elas sejam incentivadas”, disse Michele Collins em seu discurso.

Também da bancada evangélica, Fred Ferreira (PSC) usou a religião para justificar que estava de acordo com a vereadora. “A minoria quer se tornar maioria. Os pais não têm mais direção. Somos defensores da família e do Evangelho”, afirmou.

O vereador Jayme Asfora (PMDB), contrário à proposta de Michele Collins justificou dizendo que o debate das questões de gênero nas escolas incentiva a igualdade. “O que chamam de ‘ideologia de gênero’ é a possibilidade das escolas debaterem que não há prevalência da mulher sobre o homem. É ensinar que um adolescente homossexual tem os mesmos direitos que o adolescente heterossexual. É importante que se debata igualdade de gênero e o direito ético à livre orientação sexual”, afirmou. “O número de homicídios em Pernambuco por crime de ódio a homossexuais tem crescido”, acrescentou Asfora.

Os parlamentares não entraram em consenso e, durante as discussões, o vereador Rodrigo Coutinho (SD) pediu vistas, com um prazo de cinco dias para devolver o documento, que não poderá ser votado enquanto isso.

Leia abaixo o requerimento da vereadora Michele Collins:

Fonte: NE10