Vinte e cinco rabinos de Tel Aviv, em Israel, assinaram uma petição proibindo a locação de apartamentos para “pessoas infiltradas” e trabalhadores estrangeiros ilegais, principalmente africanos, segundo o jornal israelense “Haaretz”.

Os rabinos afirmam, no documento, que “tendo em vista a forte pressão que as vizinhanças do sul de Tel Aviv enfrentam e seu abandono pelo governo, que começa com a fronteira entre Israel e Egito e termina com a falta de lei e violência que está tomando o sul de Tel Aviv, moradores dessas regiões decidiram que a situação atual não pode continuar”, informa o jornal.

Eles afirmaram, segundo o “Haaretz”, que “não vão permitir as regiões em que cresceram se transformarem em regiões sudanesas, algo que já aconteceu em Neve Sha’anan. Após várias tentativas usando meios legais, os moradores decidiram pedir aos rabinos para assinar um ‘Edital Proibindo a Locação de Apartamentos para Pessoas Infiltradas’ e esperam que isso vai barrar a deterioração das regiões”.

Ativistas pretendem colocar em quadros de avisos que “nós, abaixo assinados, rabinos da vizinhança e de sinagogas, alertamos ao público sobre as proibições religiosas e os perigos futuros que podem resultar de alugar apartamentos para essas pessoas”, diz o jornal.

O diretor da Divisão de Migrantes Refugiados dos Médicos para os Direitos Humanos, Ran Cohen, condenou a medida. “Esse é um dia triste para os cidadãos de Israel, quando o racismo é legitimizado”, informa o “Haaretz”. “Pedimos aos cidadãos para rejeitar fortemente essa petição e se oporem corajosamente a essa mostra de medo e xenofobia que ganha espaço em nossa sociedade.”

Fonte: Folha Online