A revista Veja desta semana traz uma reportagem sobre o fim do casamento de Pelé com a cantora evangélica Assíria, onde afirma que a religião dela teria sido um dos motivos para a separação. Em nota, Assíria nega as informações da revista e diz que não concedeu nenhuma entrevista para nenhum meio de comunicação.

Leia abaixo o conteúdo da revista Veja e depois a nota de Assíria Nascimento sobre a reportagem da Veja:

Revista VEJA:

Fecham-se as cortinas e termina o espetáculo. O ex-jogador Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, de 67 anos, anunciou, na semana passada, o fim de seu casamento de catorze anos com Assíria Nascimento, de 48. Embora o casal já estivesse vivendo em casas separadas havia quatro meses, só na última quarta-feira Pelé procurou a mulher para uma conversa definitiva. Segundo José Fornos Rodrigues, o Pepito, amigo e administrador de suas empresas, a decisão do ex-jogador é irreversível. “Está tomada, definida e conversada com a Assíria e os filhos. Agora, só falta a parte jurídica”, disse. Pelé está morando na casa da família no Guarujá (litoral de São Paulo) e Assíria continua na cobertura do Morumbi, na capital paulista, onde vive com os pais, a filha Gemima, de 16 anos (do seu primeiro casamento com um americano), e os gêmeos Joshua e Celeste, de 11. Ao contrário de Pelé, Assíria não considera que seu casamento tenha terminado. “Nada é consumado. Divórcio não é solução, nunca foi nem nunca será”, afirmou a VEJA.

Ela nega que a sua dedicação à religião tenha pesado na decisão de Pelé, como afirmam amigos do ex-jogador. Quando se casou, Assíria era evangélica. Há três anos, no entanto, ela diz ter descoberto uma ascendência judaica. Recentemente, começou a estudar hebraico e tentar conciliar as atividades da Igreja Batista com as das sinagoga, bem como os preceitos de cada religião – que ela não considera incompatíveis: “A única diferença entre as religiões é que muitos judeus ainda estão esperando o messias. Eu creio que Jesus é o messias, mas isso não faz de mim menos ou mais judia”, afirma. O envolvimento de Assíria com o judaísmo levou-a a querer que o filho do casal, Joshua, fosse circuncidado. Pelé, católico, disse a amigos não ver “o menor sentido” na cirurgia. Assíria – que chegou a gravar quatro CDs de música gospel (alguns patrocinados pelo marido e com canções compostas por ele) – costumava promover em casa os ensaios das músicas entoadas nos cultos. Ultimamente, vinha insistindo para que Pelé também se dedicasse à igreja e chegou a marcar conversas de pastores com ele. Segundo um amigo, tudo isso incomodava o ex-jogador: “Ele andava cheio dessa história de pastor, cantoria e reza”. O fato de Assíria ter decidido trazer os pais para morar com ela tampouco contribuiu para melhorar o clima entre o casal. A primeira a chegar à cobertura do Morumbi foi a mãe de Assíria, Gemima. Há dois anos, foi a vez do pai, Abelardo Lemos, que sofre de Alzheimer. Pelé, então, passou a sentir-se sem espaço na própria casa.

O desgaste no relacionamento se intensificou no último ano. Pelé voltou a freqüentar a noite, sem a mulher, e a promover animados encontros na casa do Guarujá, nos fins de semana. Esse comportamento despertou a desconfiança de Assíria, que seis anos atrás havia se recusado a acreditar que o marido tivera uma relação extraconjugal com a paraibana Magna Aparecida Alves. Na ocasião, Magna (que declarou ter conhecido Pelé quando entregava panfletos em um semáforo de São Paulo) deu entrevistas para reclamar a propriedade de um apartamento cedido por Pelé a Flávia Kurtz, 38 anos, a fisioterapeuta que ele reconheceu como filha em 1994. Apesar das evidências em contrário, o ex-jogador negou o romance com Magna. Alegou que só havia “dado uma ajuda” à jovem e que a história havia sido “apimentada” na imprensa. Hoje, no entanto, Assíria diz arrepender-se de ter acreditado no marido. “Fui a público defendê-lo. Agora, acho que tudo aquilo era verdade e que eu fui tapeada”, queixa-se.

No fim do último mês de outubro, no auge da crise do seu casamento, Pelé tentou uma reaproximação com a mulher. Propôs reunir toda a família para comemorar o seu aniversário de 67 anos no sítio em Juquiá, no interior de São Paulo. Assíria se recusou a ir. Desde então, os dois vivem em casas diferentes. Em dezembro, Assíria viajou com os gêmeos para o Recife e só voltou a São Paulo em janeiro. Pelé passou o Natal com a mãe, Celeste, que está com 82 anos, a filha Flávia, os oito netos e os três filhos de seu primeiro casamento com Rosimeri Cholbi: Edinho, Jennifer e Kelly. A relação com Rosimeri terminou em 1978. Anos depois, Pelé se submeteu a uma vasectomia. O nascimento dos gêmeos Joshua e Celeste foi resultado de uma fertilização in vitro, feita pelo médico Roger Abdelmassih. Sandra Nascimento, outra filha que Pelé reconheceu em 1996 depois de uma longa batalha na Justiça, morreu em 2006, vítima de câncer.

Vivendo na praia e de novo solteiro, Pelé não quer saber de tristeza. Nos encontros com amigos (e amigas, muitas) que tem promovido em sua casa no Guarujá, o ex-jogador toca violão e canta suas composições mais recentes. Vez ou outra, vem a São Paulo e dorme no apartamento que possui no bairro dos Jardins. De acordo com um de seus melhores amigos, ele voltou a ser sorridente e brincalhão. “O Rei está felizão”, diz. Começa outro espetáculo.

Assíria Nascimento nega que tenha falado à revista “Veja”

A ex-esposa de Pelé, Assíria, divulgou nota hoje em que nega as informações divulgadas pela revista Veja desta semana. Ela nega ter concedido qualquer entrevista à revista ou a qualquer outro veículo de comunicação sobre a sua separação. Veja abaixo a nota na íntegra:

“Diante das supostas ‘entrevistas’ atribuídas a mim publicadas nos últimos dias na mídia – em especial na última edição da revista de maior circulação nacional, a ‘Veja’ – quero esclarecer que:

– Em nenhum momento dei declarações/ entrevistas/ depoimentos a qualquer jornalista ou veículo da mídia sobre o meu casamento, tampouco à repórter Sandra Brasil da revista ‘Veja’. Não comento minha vida particular e nem trato em público o que é privado. Eu não cometeria essa deselegância. Portanto, toda declaração publicada e atribuída a mim nesses últimos dias é falsa e inescrupulosa e será tratada nas esferas jurídicas, conforme me faculta a Lei de Imprensa.

– A tentativa da revista ‘Veja’ de passar uma imagem minha de fanática religiosa é inteiramente absurda. Uma das marcas da minha família sempre foi a pacífica convivência religiosa. Tanto que casei-me em igreja evangélica e meus filhos gêmeos foram batizados em igreja católica. Quanto ao resgate das minhas raízes judaicas, isso é informação velha, de três anos atrás, requentada por profissionais da mídia quem não têm o que dizer.

– Ao contrário do que foi noticiado, meus pais não vieram morar comigo nos últimos dois anos. Minha mãe, Gemima, que é divorciada, mora comigo desde que casei-me, há 14 anos. E meu pai Abelardo – que se encontra internado em uma clínica com Alzheimer – tem o seu próprio apartamento nas proximidades do meu, comprado com os seus próprios recursos.

Assíria Seixas Lemos do Nascimento”

Fonte: Revista Veja e Agência Estado