Muçulmanos, católicos, presbiterianos, luteranos e anglicanos unidos a favor da paz na Faixa de Gaza. Foi o que aconteceu ontem durante uma cerimônia ecumênica realizada na mesquita da comunidade islâmica em Curitiba.

Autoridades religiosas falaram sobre a necessidade de se chegar à paz no Oriente Médio. Ao reunir as principais religiões, a comunidade árabe pretendia difundir os acontecimentos na Faixa de Gaza à população.

Representantes da comunidade israelita não foram convidados para participar da cerimônia de ontem. O vice-presidente da Sociedade Beneficente Muçulmana do Paraná, Gamal Oumairi, contou que israelenses e árabes foram convidados esta semana para uma palestra na Fundação Escola do Ministério Público do Paraná (Fempar) sobre o assunto, mas a comunidade israelita não compareceu.

O mesmo aconteceria em outros eventos, segundo Oumairi, quando há oportunidade de encontro entre os dois povos – apesar de não existir uma rivalidade aqui. “Os ataques de Israel não têm relação com o judaísmo. Israel tem um regime sionista, que não se mostra da mesma forma na religião judaica”, comentou, durante a cerimônia ecumênica.

Para o xeique Mohammad Ebrahimi, líder da comunidade islâmica de Curitiba, o que está ocorrendo na Faixa de Gaza é um massacre de civis. “A convocação de todas as igrejas é uma forma de esclarecer e divulgar a realidade em suas comunidades. As resoluções da ONU (Organização das Nações Unidas) não estão sendo cumpridas. Isso não é uma guerra. Crianças foram friamente assassinadas”, afirmou.

O bispo de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, Dom Ladislau Biernaski, contou que a instabilidade no Oriente Médio também afeta outros lugares do mundo. Ele fez um apelo pela paz na Faixa de Gaza. “Queremos que haja paz entre os povos e que seja reconhecida, de vez, a independência de um país para os palestinos”, declarou.

Sem ressentimentos

O coordenador de comunicação social da Federação Israelita do Paraná, Leo Kriger, disse que não há ressentimentos pelo fato de seus representantes não terem sido convidados. Ele justificou que a não participação em outros encontros tinha a intenção de não “importar” o conflito e garante que os israelitas têm laços estreitos com as outras religiões. Sobre a guerra, Kriger lamenta e diz esperar uma solução pacífica para a região.

Fonte: Paraná Online